Imediatamente antes da decisão do Conselho Mundial da FIA de reintroduzir o sistema de rotatividade no calendário do Mundial de Ralis, e ao mesmo tempo, encontrar uma forma para manter a realização das provas que nesse ano não contem para o Mundial, questionámos Jacques Behar, Presidente e CEO da Eurosport Events, a promotora da “IRC Series” se esta era a hipótese que esperavam para ver a sua competição ser “promovida” no seio da FIA.
Para este responsável, o objectivo da competição é tornar-se a segunda mais importante em provas de estrada, a nível mundial, mas nega que o IRC se possa tornar uma competição secundária, a seguir ao WRC.
Tendo em conta a cobertura televisiva do IRC, a competição tem ainda grande margem para crescer e o objectivo passa por conseguir reunir um número de marcas mais alargado que o WRC. Behar esteve presente no recente Rally de Ypres, uma oportunidade única para ficarmos a conhecer as suas opiniões:
«Lançámos a IRC porque considerámos que esta competição tinha uma oportunidade de se tornar a segunda competição de estrada mais importante, logo a seguir ao Mundial de Ralis, e penso que conseguimos reunir um leque de provas muito interessante. Nestas três provas, lográmos conseguir reunir boas listas de inscritos, atraímos novas marcas e a imprensa está a dar cada vez mais importância a esta competição. Portanto, estão reunidas condições para que esta competição se torne um sucesso no futuro. Para além do que já referi, há ainda a cobertura televisiva do Eurosport TV, que oferece mesmo competição em directo.», começou por referir Jacques Behar.
Se a FIA solicitasse à Eurosport Events para trabalhar em conjunto, levariam esse pedido em consideração?
«Não podemos dizer que não queremos falar com a FIA. Claro que falaremos com eles, mas não quero que o IRC seja considerado uma competição secundária. O nosso objectivo é ter um bom campeonato, quer isso ajude a FIA ou não. Não é nosso desejo desenvolver o IRC como uma competição secundária, pois o nome secundário já diz tudo. Segundos não! Prefiro que o IRC seja um bom desafio, mas de modo nenhum como competição secundária. Em termos de provas, é lógico que consideraremos uma prova que não conste no calendário do WRC, desde que se insira nos critérios que temos.»
Como decide que eventos incluir no IRC?. As questões televisivas ou de Marketing são fundamentais?
«Um mistura desses dois itens. Quando decidimos criar o IRC, primeiro tivemos de procurar ralis existentes, que se pudessem juntar a nós. Seleccionámo-los por razões de boa organização, pilotos que poderiam atrair, pelo seu nome e história, e pelo envolvimento local nos seus próprios países.
Ypres, por exemplo, tem a maioria das razões que lhe apontei, excepto, talvez, um nome muito sonante dos ralis oriundo de fora da Europa. O Safari, contudo, é uma prova muito conhecida mas a organização não é tão boa, e o nível dos inscritos também não. Portanto, há uma grande mistura entre as provas calendarizadas.
Existe a ideia que o IRC pode proporcionar uma plataforma boa para os construtores que não tenham oportunidade para estar no WRC?
«No WRC o grande objectivo é a obtenção dos títulos, enquanto no IRC há outros aspectos, como por exemplo uma marca local colocar a correr um carro para promoção, por exemplo. É certamente melhor para nós não permitirmos WRC’s, e nesse sentido estamos à procura de um leque mais alargado de marcas do que o existente no WRC.»










