Após dois meses de interregno, está de volta o Mundial de Ralis, com o Rali da Finlândia, uma das provas mais apetecidas do ano. Marcus Gronholm lidera com nove pontos de vantagem o Mundial, e, em condições normais, poderá alargar esta margem que o separa de Sébastien Loeb, vice-líder.
A diferença do campeonato explica-se duma forma muito simples: Sébastien Loeb desistiu na Sardenha, quando liderava a prova e Gronholm aproveitou para vencer. Se tudo tem ficado na mesma, o francês lideraria o WRC com três pontos de vantagem sobre o finlandês. Portanto, os nove pontos de diferença são enganadores, pois Loeb tem dominado quase sempre, e só a grande regularidade de Gronholm lhe permite liderar a competição.
Pode parecer um paradoxo, mas a verdade é que nas oito provas que faltam, quatro são em asfalto, logo, aparentemente favoráveis a Loeb, pelo que, apesar da diferença pontual, o equilíbrio é maior que os números deixam perceber.
Já nos construtores, a Ford lidera com grande vantagem mas o mesmo pressuposto se aplica aqui, já que o atraso da Citroen deve-se à fraca prestação de Daniel Sordo nas provas de terra, gelo ou neve, (foi segundo em Monte Carlo na única prova de asfalto puro), pelo que o facto de haver ainda quatro provas em asfalto, pode mexer bastante com as contas, até mesmo em termos de campeonato de pilotos, pois Sordo tem andamento (no asfalto) para se colocar entre Loeb e Gronholm.
Veja as duas tabelas dos campeonatos:










