Nenhum país, nem rali tem tanto estilo quando a palavra é “WRC” como a prova da Irlanda. Isso justifica, por si só, uma visita detalhada ao Parque de Assistência para mergulhar no meio duma autêntica confusão. Se é verdade que a maior parte dos WRC são “velhos” conhecidos com um passado histórico como é possível perceber pela identificação da sua matrícula, também não é mentira que as actuais pinturas podem induzir em erro.
Para se ter uma ideia basta dizer que dos 15 Focus participantes (nove deles privados), cinco foram reconvertidos em “volante à direita” e dos 12 Impreza (nove também privados), também cinco tinham o volante do “lado errado”! Mas isso não é tudo. À lista de inscritos não faltavam confusões. Muitos pilotos costumam entrar num WRC e trocaram-no… por outro.
Foi o caso de Eugene Donnely que trocou o Impreza 2006 por um Skoda, enquanto o habitual Impreza da Pirelli normalmente guiado na Irlanda por Mark Higgins e que foi guiado por Kris Meeke no Ulster Rali, foi agora pertença de Guy Wilks. Mas as surpresas não acabavam por aqui, ao ponto de nos deixar a pensar que poderíamos estar ainda a sentir os efeitos da cerveja Guinness no dia anterior.
Se os médicos dizem que um dos sintomas de beber de mais é ver a dobrar, então que dizer quando nos deparamos com três Focus iguais, todos com o nome MacHale no vidro lateral? Pior só mesmo passar por sete C4 de estrada, pintados com as cores oficiais da Citroen e com o número 1 nas portas e nome de Loeb nos vidros! Honestamente, acho que o corpo humano não era capaz de aceitar mais do que um Rali da Irlanda por ano!










