Para quem o viu passar na estrada tantas vezes fica um amargo de boca, pois cedo se percebeu que era um piloto com valor, mas que, a exemplo de muitos outros, não teve as oportunidades que a sua qualidade como piloto poderiam deixar antever.
Os anos foram passando, e os apoios nunca foram muitos, pelo que chegou a hora de dizer chega. Após desistir com os apoios do motor do Citroen C2 R2 partidos, Armando Oliveira anunciou que esta seria a sua última temporada na competição.
Não por qualquer “ressentimento” com a desistência forçada, mas porque «tornou-se impossível continuar sem grandes apoios, depois de uma carreira de 14 anos. Noto que ainda estou competitivo e, por isso, prefiro sair quando ainda estou por cima». Sem dúvida, uma baixa de peso na “família” dos ralis nacionais.
Este é um país onde as oportunidades são muito poucas, e pilotos valorosos vêem-se na obrigação de ficar pelo caminho, pois a dada altura chegam a uma encruzilhada, e por muito que se goste da modalidade, a “carolice” deixa de fazer sentido. E é pena.








