Todos os equipamento do novo Algarve Motor Park vão ser inaugurados a conta-gotas, à boa maneira portuguesa. «Em boa verdade, esta primeira fase do projecto corresponderá praticamente a todo o Algarve Motor Park, excepção feita ao Complexo Desportivo, que deverá ficar concluído apenas no primeiro trimestre de 2009, embora admita que também o hotel não fique logo concluído a 100 por cento, por tratar-se de uma das obras mais complexas.
Em relação ao Parque Tecnológico, pelo menos um edifício (com 10 mil metros quadrado) estará já em pleno funcionamento, enquanto o resto será depois adaptado à procura», esclareceu Paulo Pinheiro.
Embora tratando-se de um projecto «100 por cento nacional», em termos de concepção e execução, a sua gestão foi entregue à “Mace”, uma multinacional inglesa que tem em mãos obras como o futuro Estádio Olímpico de Londres ou o novo terminal no Aeroporto de Orly, em Paris.
Rentável? Claro que sim
Mas de que modo poderá ser este investimento, de capital 100 por cento privado, rentabilizado no futuro? A pergunta era quase sacramental, mas a resposta não se fez esperar: «Entendo e até compreendo o cepticismo de alguns, embora a maioria das pessoas se esqueça que os autódromos são rentáveis no resto mundo, tudo dependendo da sua gestão.
Este circuito, por exemplo, foi projectado de raiz para ser ocupado de forma contínua ao longo do ano, aproveitando o que de melhor o Algarve tem para oferecer, como o seu clima. É evidente que temos um leque diversificado de actividades previstas, para além das próprias provas nacionais e internacionais, desde apresentações comerciais a track-days, passando ainda por outros eventos que estão a ser preparados, um deles de características bem curiosas», adiantou Paulo Pinheiro. «Objectivamente, cada uma das áreas do projecto foi pensada para ser rentável por si só. E o circuito não será excepção».












