A ideia por detrás desta competição é o desenvolvimento de um protótipo de competição de raiz passando por todas as dificuldades de orçamento, mão-de-obra especializada e ainda de cumprir os regulamentos de competições automóveis aprovados pela FIA.
Com os olhos postos no futuro, a equipa Projeto FST Novabase desenvolveu o protótipo FST 04e, um veículo completamente elétrico, pensado para a competição e pioneiro em Portugal. Este projeto conta com o apoio de várias empresas, nacionais e internacionais, e com Pedro Lamy como padrinho.
O líder do projeto, André Cereja, mostra-se orgulhoso e confiante no projeto: “É um grande sonho. É sempre um grande desafio. Temos de conseguir aliar isto ao curso, é uma atividade extracurricular. Apesar disso, após três longos anos de trabalho, juntamente com os meus fantásticos colegas, conseguimos chegar a bom porto.”
No desenvolvimento e construção deste estiveram envolvidos 17 alunos dos cursos de Engenharia Mecânica, Eletrotécnica e Computadores e também de Engenharia Aeroespacial.
Entre as especificações técnicas estão o chassis tubular, suspensão semelhante à dos carros de Fórmula 1, carroçaria em fibra de carbono e o peso total de 268kg.
Este projeto é impulsionado por dois motores elétricos de alta potência, alimentados por baterias de lítio ferro fosfato, capazes de um binário máximo de 120 N.m e 75 cv, valores que geram uma aceleração lateral de 1,35 G e permitem atingir os 100 km/h em quatro segundos. Esta unidade motriz transfere a potência para o eixo traseiro através de um diferencial Torsen.
A questão da autonomia
A autonomia é sempre um tema central num veicula elétrico, e apesar de ser um protótipo, este monolugar tem de ter uma autonomia capaz de cumprir a prova mais exigente. Segundo André Cereja, “estamos a apontar para uma autonomia de mais o menos 22 km, um bocadinho mais. É a nossa grande prova, a prova rainha, o endurance. Trabalhamos para isso, não é necessário estar a colocar mais peso de baterias.”
A equipa de engenheiros mostra-se confiante no futuro do protótipo, e acreditam que esta poderá ser uma opção viável no futuro da competição de automóveis elétricos: “Este é um projeto que consegue acabar com o paradigma de que os carros elétricos são lentos, não conseguem ser veículos de competição. Muita da tecnologia que acabamos por desenvolver pode ser aplicada noutras competições.” Para além de ser uma ótima forma de aplicar os conteúdos que são lecionados durante o curso, o Projeto FST Novabase é também uma rampa de lançamento para ao mercado de trabalho: “Conheço colegas que trabalharam no protótipo e foram trabalhar para a Fórmula 1, por isso penso que levar o nosso know how também é sempre importante”.
Carlos Bastos












