Ainda antes de iniciar o percurso das três classificativas previstas para o dia de hoje, o Fiesta passou a ter apenas tracção traseira, devido a problemas na distribuição de potência para o eixo dianteiro, e o piloto pouco podia fazer para não perder tempo, ainda para mais num rali de terra batida onde a tracção integral faz toda a diferença.
Segundo Bernardo Sousa “é complicado sempre que surgem problemas, mas em parte ainda bem que foi hoje pois as classificativas seguintes eram pequenas, o tempo que perdemos para alguns dos nossos mais directos adversários ainda é recuperável e temos ainda boas possibilidades de subir muitos lugares no dia de amanhã, portanto, nem tudo é negativo. Teria sido pior se o problema surgisse por exemplo na primeira classificativa de amanhã no início da etapa. Assim temos um novo objectivo na nossa participação que é voltar amanhã a ocupar um lugar dentro dos cinco primeiros. Amanhã é outro dia. Quero terminar no melhor lugar possível para não perder de vista o objectivo dos pontos de que necessitamos.”
Já sobre o Rali em si, o piloto é peremptório em afirmar que “só quem já fez o Rali da Finlândia poderá dar opiniões válidas sobre o mesmo. São muitos quilómetros a fundo, com zonas de muito fraca visibilidade e sequências de saltos incríveis. A concentração necessária e o trabalho de equipa são colocados a níveis de exigência extrema. A minha opinião sobre todos os que aqui vencem mudou radicalmente a partir desta minha participação. A Finlândia é sem dúvida um dos mais difíceis ralis do mundo, se não, mesmo o mais difícil.” O Neste Oil Rally of Finland regressa amanhã, com mais 8 classificativas.










