Apesar das grandes diferenças de andamento, o MINI de Armindo Araújo foi o único que logrou atingir o final da prova, ao contrário dos dois carros oficiais, que ficaram pelo caminho devido a problemas mecânicos. Desta forma, chegou ao final a primeira experiencia de Armindo Araújo e Miguel Ramalho no Rali da Finlândia, uma prova extremamente difícil para ‘rookies’, o que foi confirmado pelo piloto luso, que sentiu na pele o que é correr a este nível na Finlândia.
Mais do que tem um carro mais ou menos competitivo, nesta prova é bem mais importante conhecer o terreno e ter confiança no que se está a fazer, já que as especiais são tão rápidas que o mínimo erro resulta quase sempre numa saída de estrada. Entre o deve e o haver, ficou a experiência, e numa próxima participação, os objetivos serão certamente diferentes, o mesmo sucedendo nas provas que aí vêm no calendário.
No último dia de prova, e com onze especiais pela frente, Armindo Araújo procurava conseguir recuperar algum tempo ao longo do dia mas, na realidade, tudo se mostrou mais complicado ainda antes do início da primeira especial. “Logo no arranque partiu-se o coletor de escape, ficamos sem pressão no turbo e tivemos de disputar cinco classificativas nessas condições. Na parte da tarde, nas segundas passagens e com os pisos mais degradados começaram a surgir outros problemas. Os radiadores ficaram entupidos, o carro entrou em modo de segurança várias vezes e só podíamos pensar em chegar ao final. Foi o que fizemos”, começou por dizer o piloto de Santo Tirso.
Numa prova tão complicada e onde denotou a falta de experiencia neste tipo de condições, Armindo Araújo mostrava-se ainda assim satisfeito pelo trabalho que conseguiu desenvolver. “Aprendi muito como piloto neste rali e não tenho dúvidas que isso me ajudará no futuro. Esta prova é mítica por vários aspetos e conseguimos entender quais. Os nossos objetivos ao nível de aprendizagem neste tipo de rali foram claramente cumpridos e estamos contentes com isso”, acrescenta.
Muito trabalho no MINI
Quanto ao MINI JCW WRC, ficou visível que há ainda muito trabalho pela frente e os problemas sentidos pelos seis carros que alinharam na Finlândia é disso exemplo. “O MINI está cada vez mais competitivo mas é preciso ainda muito desenvolvimento. Todos os problemas que senti nas anteriores provas acabaram por voltar a acontecer quando os pisos se tornaram mais irregulares. Fomos a única equipa que conseguiu disputar a totalidade das especiais o que não deixa de ser um dado importante, ainda que o tenhamos feito também dentro de algumas limitações. Este ano sabíamos que seria assim e por isso vamos continuar a trabalhar com grande empenho para colocar este projecto no patamar que desejamos”, concluiu o piloto.









