Rui Gonçalves terminou a terceira etapa do Mundial de Motocross, disputada no Brasil, na sexta posição. O piloto luso, agora aos comandos de uma Yamaha YZ 450 F do Team Bike It Cosworth Yamaha, tinha um objectivo definido para este Grande Prémio que era a entrada no Top 10 da Classe de MXGP e, que, depois das boas indicações deixadas após a vitória na etapa inaugural do Nacional de Motocross disputada em Freixo de Espada à Cinta, parecia estar perfeitamente ao alcance do piloto de Vidago.
Gonçalves mostrou estar num bom momento de forma tendo em conta que a humidade bastante elevada e as temperaturas, na casa dos 30°C, causaram dificuldades a muitos dos seus adversários. Depois de uma corrida de qualificação sem grandes histórias e que colocou o piloto luso na 13ª posição na entrada da grelha, o arranque da primeira manga de domingo iria começar com Rui Gonçalves a partir inserido no grupo dos dez primeiros. O piloto Yamaha viria a descer até ao 12º posto mas a partir da décima terceira passagem pela meta cimentava o 10º lugar. Com a chuva insistente que caía era obrigado a deitar os óculos fora perdendo o contacto com os adversários que seguiam à sua frente.
Na segunda manga Rui Gonçalves voltava a partir muito bem circulando durante sete voltas no nono posto e à medida que a corrida se aproximava do seu desfecho aproveitava para desferir o seu costumeiro ataque aos adversários que seguiam na sua frente para vir a terminar num brilhante sétimo lugar final evidenciando a sua grande forma física. No conjunto, e com estes dois resultados, Rui Gonçalves subia ao 6º lugar final do GP do Brasil ao mesmo tempo que ganhava quatro posições na tabela classificativa do Campeonato do Mundo. A próxima etapa do Mundial terá lugar em Arco di Trento (Itália) no próximo dia 12 de Abril.
Rui Gonçalves: “Foi um bom Grande Prémio e estou claramente satisfeito com o resultado de hoje. Fiz sempre bons arranques que me permitiram esta de forma consistente entre os pilotos do “Top Ten”. Na primeira manga fui obrigado a tirar os óculos por causa da chuva quando faltavam duas voltas e perdi o contacto com os pilotos que iam na minha frente no 8º e 9º lugar. Na segunda manga voltei a arrancar bem e nas últimas voltas consegui subir até sétimo o que é bastante positivo.
As coisas têm vindo a melhorar de forma significativa desde o Qatar, estou sempre à procura de melhorar os resultados esse é o grande objectivo para 2014. Começámos tarde a desenvolver a moto mas agora estamos muito perto dos outros adversários o que me deixa muito confiante. Deixo uma última palavra para a equipa que tem vindo a fazer um trabalho excepcional.”
MXGP Geral: 1. Antonio Cairoli (ITA, KTM), 50 points; 2. Clement Desalle (BEL, SUZ), 40 p.; 3. Jeremy Van Horebeek (BEL, YAM), 40 p.; 4. Gautier Paulin (FRA, KAW), 37 p.; 5. Maximilian Nagl (GER, HON), 34 p.; 6. Rui Goncalves (POR, YAM), 25 p.; 7. Todd Waters (AUS, HUS), 25 p.; 8. Kevin Strijbos (BEL, SUZ), 23 p.; 9. Joel Roelants (BEL, HON), 23 p.; 10. Steven Frossard (FRA, KAW), 19 p.
MXGP – campeonato: 1. Antonio Cairoli (ITA, KTM), 142 points; 2. Gautier Paulin (FRA, KAW), 112 p.; 3. Jeremy Van Horebeek (BEL, YAM), 112 p.; 4. Clement Desalle (BEL, SUZ), 111 p.; 5. Maximilian Nagl (GER, HON), 110 p.; 6. Kevin Strijbos (BEL, SUZ), 73 p.; 7. Steven Frossard (FRA, KAW), 68 p.; 8. Todd Waters (AUS, HUS), 68 p.; 9. Evgeny Bobryshev (RUS, HON), 67 p.; 10. Joel Roelants (BEL, HON), 61 p; 11. Rui Gonçalves (POR, YAM), 53 p.









