Bernardo Sousa pode ter dado na primeira passagem pela Tronqueira um bom passo face à sua possível vitória no SATA Rallye dos Açores já que Kevin Abbring parece estar a acusar a pressão do ataque que está a realizar à liderança. O piloto holandês da Peugeot vinha a ganhar cerca de cinco segundos a meio da especial, mas na fase final do troço cometeu dois erros quase consecutivos, perdendo 7.1s para Bernardo Sousa, pelo que a diferença do piloto português para o holandês subiu novamente para os 17.8s, isto quando falta apenas a super especial Grupo Marques, onde as diferenças não deverão ser grandes, em condições normais, e depois a segunda passagem pelos troços, onde Kevin Abbring tem novamente que atacar forte, com os riscos que isso acarreta, pois terá bem menos quilómetros para recuperar segundos.
Nos dois erros que cometeu, Abbring deu uma traseirada na fase final da especial, perdendo alguns segundos e depois na passagem de água mesmo no final da especial, confessou ter sido surpreendido por haver muita água, deixou escorregar o carro que ficou com uma roda fora do cimento da ponte, bateu numa barreira, desequilibrou o carro e voltou a bater de traseira, perdendo bem mais segundos que no primeiro toque. Com isto tudo, o madeirense tem agora uma oportunidade de ouro para vencer o Rali dos Açores. Resta-lhe andar bem e suster a forte pressão que se espera Abbring faça.
A exemplo do que sucedeu na primeira especial do dia, Ricardo Moura voltou a vencer o troço, isto com um carro que ainda não conhece bem, provando que quando completar a adaptação: “fica a ideia do que podemos conseguir fazer”, disse. Efetivamente, caso não tem batido ontem, seria um sério candidato à vitória, pois o seu conhecimento das estradas da ilha equilibra muito a falta de adaptação ao carro.








