Desde março que se ficou a saber que o Autódromo do Estoril passaria a ser gerido pela Câmara municipal de Cascais e a verdade é que o município liderado por Carlos Carreiras decidiu comprar a sociedade gestora do Autódromo do Estoril (a Circuito do Estoril SA) ao Estado e vai ratificar a proposta já amanhã, em reunião autárquica, num investimento que ronda os cinco milhões de euros.
Recorde-se que o Governo, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e a Câmara de Cascais assinaram um “Acordo Quadro para a Cooperação e Delegação de Competências do Estado no Município de Cascais”, que abrangeu as áreas da Educação, Saúde, Cultura, Segurança Social e Património, o que na prática, passou a permitir à autarquia de Cascais, entre outros, passar a gerir e explorar o Autódromo do Estoril.
Na altura, a Câmara de Cascais manifestou ao secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Dr. Emídio Guerreiro, a intenção em assumir a gestão do Autódromo do Estoril, e para isso teve o apoio das duas federações motorizadas em Portugal, a FPAK, Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting e a FMP – Federação de Motociclismo de Portugal, que garantiram que a prática do desporto automóvel e de motos nacional e internacional nunca deixarão de ser os pontos fortes da utilização do autódromo, ainda que este complexo possa servir para muitas outras atividades não relacionadas com automóveis ou motos.
A FPAK e a FMP garantiram a manutenção da realização dos respetivos campeonatos nacionais, troféus e provas internacionais, às quais serão atribuídas condições especiais, num acordo que sugere ainda a construção de um kartódromo, com homologação internacional, de modo a “valorizar o potencial do Autódromo”. No acordo rubricado em março lê-se: “A programação desportiva, bem como as questões técnicas e de gestão futura do Circuito do Estoril devem envolver a participação das respetivas federações desportivas”.
Em declarações ao Diário de Notícias, Carlos Carreiras, líder do Município, refere pretender receber testes de início de temporada de diversas modalidades, incluindo a Fórmula 1, bem como pretende o regresso do MotoGP, European Le Mans Series, Fórmula 3 e DTM, desejos lícitos, mas que não será fáceis de assegurar. Se a ELMS, que já passa pelo Estoril (próxima corrida é em outubro) e a Fórmula 3, que em setembro vem a Portugal e ao Algarve não será muito complicado manter ou trazer, já o MotoGP, que não se realiza em Portugal desde 2012 será mais complicado, bem como o DTM, que continua a ser negociado com o ITR, por entidades portuguesas.










