Ao fim de 13 etapas desenhadas entre Rosário na Argentina e Valparaido no Chile terminou hoje o Dakar 2014. Foram 8.734 quilómetros de prova, dos quais 5.228 foram discutidos ao cronómetro numa das edições mais duras e exigentes de sempre. Pelo caminho os pilotos e motos atingiram os 4.000 metros de altitude, passaram pelo deserto do Atacama, pelos Andes, junto ao maior lago salgado do planeta em Uyuni na Bolivia e pelas rápidas ‘pampas’ Argentinas logo na abertura da prova.
Ao longo de uma das mais duras edições de sempre os pilotos enfrentaram condições extremas e dificuldades que deixaram fora de prova mais de metade do pelotão e por tudo isso, todos os sobreviventes comemoram hoje no Chile o final do Dakar 2014.
Para Pedro Bianchi Prata hoje é igualmente dia de comemoração, pois não só terminou a prova como assinou o seu melhor resultado de sempre ao ser o 27º classificado na sua sétima participação na prova, mantendo igualmente o seu estatuto de finalista em todas as suas presenças. Na derradeira especial da competição, com pouco menos de 160 quilómetros de extensão o piloto do Porto foi 25º, fechando da melhor forma este Dakar.
“Estou muito feliz. É uma sensação incrível terminar um Dakar e mesmo sendo esta a sétima vez é sempre especial para mim. Sofri muito para terminar a prova, desde problemas com a moto até problemas a nível de saúde que me deixaram muito desgastado fisicamente na fase inicial da corrida e também na passagem pela Bolívia. Tive que ser assistido pela equipa médica numa das etapas a maior altitude, enfim…tive um Dakar cheio de peripécias e aventuras, que felizmente consegui ultrapassar. Mas estou aqui em Valparaiso e muito feliz por isso, com o meu melhor resultado de sempre, isso é o mais importante.”
Palavras de Bianchi Prata que além de piloto é também o proprietário e preparador das suas motos, que têm mesmo clientes por todo o planeta. As Husqvarna desenvolvidas pela equipa do Porto mostraram mais uma vez estarem à altura de um evento tão duro e exigente como foi este Dakar: “Todo o trabalho de um ano termina aqui e com este resultado fica demonstrado que foi bem feito. Somos uma equipa privada, sem qualquer apoio de uma marca e conseguimos construir uma moto capaz de fazer o Dakar. Ao final de sete participações sempre chegámos ao final e isso revela que mesmo privados trabalhamos da melhor forma. Os meus resultados devem-se também à minha equipa e aos seus elementos e claro, aos patrocinadores que mais uma vez confiaram em nós para este Dakar. A todos o meu agradecimento bem especial!”
Depois de ter sido 30º por três vezes no Dakar, Pedro Bianchi Prata fecha esta sua sétima participação no 27º posto, o melhor resultado de sempre de Bianchi Prata na mais dura e importante maratona do TT mundial.











