Os pneus Pirelli para este ano, foram apresentados publicamente, pela primeira vez, no evento de lançamento do WRC 2008. Há dois tipos de pneus de Inverno denominados “Sottozero” (para temperaturas negativas), e que serão utilizados somente num único evento este ano: um no Rali de Monte Carlo e o outro na Suécia.
Apesar de estarem baptizados com o mesmo nome, destinam-se a superfícies bem diferentes, onde o único ponto comum será a temperatura negativa. O primeiro denomina-se “Sottozero Snow” e foi desenhado para o Rali de Monte Carlo, enquanto o “Sottozero Ice” será utilizado no Rali da Suécia.
O pneu de neve é baseado no pneu Pirelli de asfalto “Pzero”, mas terá a possibilidade de serem colocados pregos, entre 1 e 1.5mm, dependendo das condições meteorológicas em que se realize a prova.
Como se sabe, a prova monegasca inclui muitas especiais com superfícies mistas, já que os concorrentes percorrem, amiúde, troços de montanha, iniciando a especial no sopé, sobem por um dos lados e descem pelo outro. Tendo em conta que, nestes casos o Sol (quando existe) nunca ilumina as duas partes da montanha, o que sucede é piso seco num dos lados e húmido, gelado ou com neve, no outro. Portanto, por aqui se pode perceber a dificuldade de “acertar” na escolha de pneus para estes troços, que na sua grande maioria são muito longos.
O AutoSport já teve a possibilidade de percorrer, por exemplo, o Sisteron, uma das míticas especiais da prova que agora não se realiza, e esse troço iniciava-se com uma zona muito rápida, plana, durante cerca de 20 quilómetros, onde o pneu ideal será obviamente asfalto. Contudo, depois desta zona há o temido Col de Fontbelle, um curto troço de 4 quilómetros, estreito, a subir, que antecedia a descida final, do lado de lá da serra.
O que sucedia muitas vezes era simples: Os pilotos não podiam levar pneus para neve e gelo, pois na zona inicial ficariam sem pregos, mas ao rodarem com os “slicks”, dificilmente chegavam lá acima, o que resultava, em alguns anos, em autênticos engarrafamentos pois não passava um, e se ficasse atravessado na estrada, não passava mais ninguém. Este é só um dos muitos exemplo e a complexidade de escolhas dificulta muito a vida aos pilotos.












