Olá a todos! Mais uma vez, a escrever-vos sobre a minha cobertura do último evento do WRC: a Grécia! Se muitos de vocês pensam na crise quando ouvem o nome deste país nos telejornais, eu penso só numa palavra: dureza! A pouco mais de 80 km de Atenas passei pelas mais diversas situações inesperadas que concentraram todas as atenções dos amantes do desporto motorizado neste evento.
Para começar, tenho que vos contar como são impressionantes os pisos deste rali, se imaginam um caminho cheio de pedras onde nunca passariam com os vossos carros, sim, é assim que os pilotos do Mundial têm de por a prova os seus carros assim como a sua capacidade de comandar um carro em troços críticos sob um calor intenso e os desejos dos deuses gregos…
O que os deuses gregos me designam sempre que venho à Grécia são furos. Sei que os deuses gostam de brincar, mas desta vez acordei de manhã no último dia do rali, com um pneu vazio após ter feito centenas de quilómetros nos duros pisos no dia anterior. Após uma luta contra o tempo do relógio, lá consegui arranjar uma oficina aberta de madrugada e quando cheguei ao acesso para fotografar no sítio escolhido no primeiro troço do dia, só me lembro de estacionar mal o carro, de sair a correr e começar a fotografar em segundos o primeiro carro…
Quando acaba de passar o último carro e após respirar fundo da descarga de adrenalina, segue-se um tempo para limpar e sacudir toda a terra que está em cima de nós ou estancar as feridas das pedras que os carros nos atiram… Afinal, aqui também domina a fúria dos deuses da Acrópole!
Nas ligações entre troços com uma marcada paisagem do mar e das cores beges que habitam em Loutraki, é comum encontramos centenas de cobras estendidas no chão a quererem ver os WRC a passar e, definitivamente, a arrepiar o nosso percurso…
Num evento com apenas dois dias, é muito difícil escolher os locais para trabalhar pois em tão pouco tempo tenho que mostrar aos meus clientes tudo o que este rali reflete. Do mesmo modo, noto que os pilotos se encontram envoltos num ambiente cheio de tensão pois apenas dois dias decidem uma difícil prova como esta.
Contudo, após todos os percalços só aqui se deve pedir uma salada grega para provar o verdadeiro sabor do queijo feta ao som de um restaurante cheio de gregos que mesmo após todas as dificuldades que atravessam, continuam a animar este evento.
Mais uma vez, não se esqueçam de conferir o meu álbum de fotos em www.lavadinho.com e de espreitar o vídeo que ficará online dentro de dias sobre a austeridade do Rali da Grécia. Fico à espera da vossa opinião! Obrigado.










