O ‘líder’ do Rali da Nova Zelândia, Peter Johnson, revelou na Sardenha que é intenção do seu país regressar ao WRC a breve trecho. Para isso, tem falado com as equipas, pilotos e até diz que os apoios não serão problema. A maioria dos adeptos do WRC sentem ‘saudades’ desta prova, já que os troços são fabulosos, as paisagens magníficas, e a competição costumava ser boa. Ainda por cima a Nova Zelândia tem agora um piloto na alta roda, Hayden Paddon, o que também ajuda: “Queremos regressar ao WRC com o mesmo tipo de acordo que tínhamos quando havia rotatividade com o Rali da Austrália. Infelizmente os nossos colegas australianos estenderam o seu contrato, mas é tempo do WRC regressar à Nova Zelândia. Temos uma grande estrutura, conversado com as equipas, e sabemos que elas querem regressar, os pilotos também, o promotor do WRC, Oliver Ciesla não abre o jogo, mas penso que o podemos convencer. Planeamos levar o rali em 2018 para Port of Tauranga, uma zona com grandes praias, e que fica a cerca de hora e meia de Auckland e 40 minutos de Rotorua, zona que tem as famosas antigas especiais da nossa prova, como Manawahe e Motu. Depois iremos um dia para a península de Coromandel, onde fazíamos ralis nos anos 70. Temos grande apoio do governo local e a cidade de Tauranga quer-nos. Eles construíram instalações fabulosas, que permite ter o rali todo num só local, desde o parque de assistência, com espaço para cinco ou seis Construtores, equipas e privados. Há um Centro de Exibições e logo ao lado, uma pista de ‘Speedway’. Podíamos disputar uma super especial a 50 metros do parque de assistência, num estádio com capacidade para 18.000. espetadores. Quanto ao financiamento, depois da nossa ausência, todos querem o rali de volta. Agora é o governo que nos pergunta o que precisamos para cá ter o rali. Penso que haver dinheiro para o rali não será um problema”, disse Johnson, líder de mais uma forte candidatura ao WRC. Como se percebe, a quantidade e qualidade de países candidatos aumenta a olhos vistos, e por isso é preciso manter na nossa prova um nível muito elevado, de modo a que quando chegar o momento de fazer escolhas – e esse momento irá chegar com o passar do tempo – há que criar o máximo de dificuldades possível a quem tem de o fazer. Se a excelência da prova, a todos os níveis, for o ponto principal, podemos estar perfeitamente descansados…
Martin Holmes









