WTCC: Lada prepara-se para deixar campeonato no final do ano
A Lada vai deixar o WTCC no final da temporada, de acordo com a imprensa russa. A marca russa resolveu retirar-se da competição, devido à sua estratégia de mercado a nível mundial, onde tem pouca expressão fora do seu país de origem. A Lada Sport vai continuar a dedicar-se à competição, mas apenas no Campeonato Russo de Turismo, provavelmente criando um novo TCR.
Com a Lada de fora, depois da Citroën ter anunciado a sua saída, isto deixa apenas a Honda e Volvo como construtores oficiais no próximo ano. Nicky Catsburg, Gabriele Tarquini e Hugo Valente já deverão ter recebido indicações para procurar por alternativas. Catsburg deverá regressar às corridas de resistência a tempo inteiro, mas Tarquini poderá ser reforçado a retirar-se. Já Valente terá que regressar aos independentes ou mudar-se para o TCR.
O WTCC começa a ficar com problemas para garantir grelhas interessantes. Está previsto que os Citroën continuem a ser usados por equipas oficiais, mas os Lada deverão sair de cena, apesar da Oreca, teoricamente, poder dar assistência. Os Lada Vesta ganharam as duas corridas em Moscovo este ano. Enquanto o Volvo S60 Polestar vai entrar no segundo ano, o Honda Civic só terá mais um ano de vida útil, devido à chegada do novo modelo de estrada.
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Gonçalo "Venga" Formiga
3 Novembro, 2016 at 19:06
É uma pena, mas a realidade é que o WTCC tem vindo a perder algum interesse, não só com o domínio extremo da Citroen, mas também com a distribuição de lastro para equilibrar as corridas, que nem sempre tinham os resultados desejados. A grelha do TCR é mais equilibrada e na generalidade tem corridas mais espetaculares, com cada vez mais marcas envolvidas. De qualquer forma com a saída da Citroen, poderá haver mais equilibrio e um melhor espetáculo para quem gosta de corridas, desde que hajam pelo menos entre 14 a 16 carros na grelha.
João Pereira
3 Novembro, 2016 at 20:09
Ainda não estão as luzes vermelhas a piscar lá na FIA? Deviam, porque as amarelas já andam a piscar há uns anitos…
A não ser que o futuro seja mesmo feito só de Formula E e Slot Cars à escala 1:1…
– WEC: Audi out! Rebellion out!
– WEC: LMP2 Nissan Trophy Bah!
– WRC: VW out!
– WTCC: Lada out!
– ERC: 2 bons e um russo maluco, mais alguns esporádicos (os Nacionais).
– ETCC: Pouco interesse, mas podia ser um bom substituto do WTCC. Uma espécie de regresso às origens.
Em todos eles, incluindo a F1, eu podia fazer algumas sugestões, mas se valessem alguma coisa provavelmente seria (bem) pago por elas.
Vá lá que os GT vão-se aguentando. será porque existe diversidade em termos de configuração de chassis e motores dos carros? Eu acredito que sim.
Diogo
3 Novembro, 2016 at 22:25
No WEC a Rebellion continua, mas foi para o LMP2, que já agora, chama de Nissan trophy, mas a Nissan não tem culpa de fazer o melhor motor. A honda parece que já não sabe fazer um motor, basta ver a F1 e a pouca ajuda que dá a Mugen no WTCC, e a Judd sendo privada já fez muito antigamente, basta lembras os Pescarolo C60 com os Judd V10, mas como é óbvio quando as marcas entram em força, neste caso a Nissan, os privados perdem sempre. Já que estamos nos LMP2, acho que devo acrescentar que com as novas regras todos os motores vão passar a ser Gibson (pessoalmente odeio as novas regras de lmp2, motor único e apenas quatro chassis, palhaçada). De resto concordo com o que disso, apesar que quero acrescentar que no caso do ERC, sendo um campeonato focado apenas na europa para uma possível entrada no WRC-2 e WRC, é normal que os pilotos não sejam os melhores e acabem por ser as classes mais baixas a dar espetáculo. O que a FIA podia fazer para melhorar esse campeonato é permitir a entrada ex chassis de WRC, anteriores a 2011, ou com as novas regras do próximo ano, até mesmo chassis usados até este ano, estilo campeonatos de ralis em Itália, França e penso que o mesmo também acontece na Grâ-Bretanha, em que existem pilotos a usar antigos chassis ainda com especificação WRC.
João Pereira
4 Novembro, 2016 at 12:24
Eu sei que a Rebellion vai para LMP2, mas tal como eu disse, deixa a LMP1, ficando a categoria privados apenas com uma equipa cujo carro além de menos competitivo, pega fogo em 25% das provas.
Quanto a troféu Nissan, peço desculpa, mas o pretendia dizer era Gibson Trophy, cujo motor até já foi apresentado há algum tempo, mas cuja origem do bloco desconheço, o que vai por completo retirar a possibilidade de competir a outros motoristas, incluindo a privada Judd, que não tendo o melhor motor, agora nem sequer pode melhorar.
É claro que estou completamente estupefacto com aquilo que muito apropriadamente designa por palhaçada: 4 chassis e um motor, e um dos chassis pelo menos, dificilmente sairá da América do norte, e isto se forem todos construidos, porque parece que um deles está em dúvida, o que faz lembrar a bronca das equipas de F1/Mosley em que a USF1 nunca chegou a fazer sequer o carro, e cujo lugar permanece em aberto até hoje (tal como o da HRT).
Em relação ao WRC e ERC sou completamente a favor da diversidade, e até posso concordar com os carros da era 2 litros (que não pontuariam para os construtores), que de facto estão bem vivos nos campeonatos que refere, e sim principalmente no UK. Mas também sou a favor da diversificação das regras actuais do WRC, WRC2 e ERC, que fazem com que os campeonatos seja um desfile de carros todos iguais. Porque não algo como o antigo Anexo J, que nos permitia ter carros tão distintos a correr para o campeonato: Strato’s, 911, Quattro, 131, Escort, Mercedes, TR7 V8, Talbot Lotus. Um regulamento que ditava o que se podia modificar e os limites de modificação, praticamente para qualquer carro, em que as marcas se não quisessem ter envolvimento não tinham, porque os carros de base eram praticamente homologados de forma automática, e quem quisesse corria com eles como foi o caso por exemplo do Ferrari 308 que saiu da parceria entre o importador françês Ch. Pozzi e a Michelotto, ou do M1 da BMW France. Nessa altura, chegámos a ter 8 a 10 construtores à partida e alguns privados bem intrometidos. Em 1978, Jean Pierre Nicolas lutou pelo mundial até ao RAC (hoje Welsh Rally UK), só com participação oficial em Àfrica pela Peugeo (vitória no Kenia), e nas outras provas com carros alugados à Almeras (911_vitória no Monte) e ao David Sutton (RS1800_3º em Portugal) e com 3 participações em 4 provas liderava o mundial de pilotos, com um tal Todt sentado ao lado. A isto chamo diversidade, e se era raro haver vitórias ao sprint (mesmo assim em 78, Alen e Mikkola fizeram-no em Portugal por exemplo), os carros eram espectaculares da mesma forma e havia mais interesse pela incerteza de quem ia vencer aqui ou ali, até porque havia a possibilidade. Acredito que com os meios que a televisão tem hoje o campeonato ia ter muito mais fans, e seguramente menos entediados. Não sou contra o progresso, mas como as coisas estão, sou obrigado a ser saudosista. Que gozo me dá tirar coisas do Baú do You Tube.
Cumps.
pedrososport
4 Novembro, 2016 at 8:52
TCR promovido a escalão máximo dos Turismos com dez (10!) construtores…. O WTCC morreu quando alargaram os carros fazendo deles uma espécie silhuetas . A VW a sair do WRC mas a entrar a tempo inteiro no TCR? Jogada de bastidores da marca?