WEC LMP2: Equilíbrio entre a Signatech Alpine Matmut e Jackie Chan DC Racing
A Classe LMP2 do WEC é liderada pela France Signatech Alpine Matmut com 72 pontos, mais quatro que a Jackie Chan DC Racing, que tem sido a equipa mais homogénea, já que o carro #38 venceu em Spa e Silverstone, com o triunfo mais ‘desejado’ a pertencer aos franceses da France Signatech Alpine Matmut, que venceram em ‘casa’. O segundo carro da Jackie Chan DC Racing tem ficado também sempre no pódio da classe, o que significa que está também na luta pela competição, já que dista apenas sete pontos dos colegas de equipa.
Quanto aos pilotos as contas são as mesmas. Os homens da Signatech Alpine Matmut, os franceses Nicolas Lapierre e Pierre Thiriet, a que se junta o brasileiro André Negrão lideram com 72 pontos, mais quatro que os melhores pilotos da Jackie Chan DC Racing, o chinês Ho-Pin Tung, o francês Gabriel Aubry e o monegasco Stéphane Richelmi, que têm 68. Sete pontos mais atrás estão os outros homens da Jackie Chan DC Racing, os malaios Jazeman Jaafar, Nabil Jeffri e Weiron Tan, com 61. Fique com o resumo das três corridas até agora realizadas.
Spa-Francorchamps: G-Drive monopoliza LMP2
A diferença inferior a meio minuto entre o Oreca07 – Gibson de Jean Eric Vergne, Roman Rusinov e Andrea Pizzitola, vencedor da categoria LMP2 a sete voltas do Toyoita TS050 ganhador da corrida, e o Oreca 07 – Gibson da equipa Jackie Chan DC Racing, pilotado por Ho-Pin Tung, Gabriel Aubry e Stephane Richelmi, não espelha o domínio que os primeiros exerceram. A diferença chegou a andar acima dos sessenta segundos, mas o “Safety Car” pelo acidente de Matevos Isaakyan, anulou a maior fatia dessa vantagem. Mas a vitória nunca esteve em causa, especialmente quando o Dallara P217 – Gibson de Guido Van Der Garde, Jan Lammers e Frits van Eerd – que dominou a primeira hor de corrida – conheceu problemas de alternador e enterrou as esperanças de lutar pela vitória na sua box ao perder quase 20 voltas.
Destaque, ainda, para a estreia de Pastor Maldonado, ao volante de um Oreca 07 – Gibson da categoria LMP2 que partilhou com Nathanael Berthon e Roberto Gonzalez. Não se envolveu em problemas e devolveu o Oreca da DragonSpeed sem danos aos seus companheiros de equipa, terminando no sexto lugar da classe e 12º da geral.
24 Horas de Le Mans: G-Drive ganha por goleada no LMP2
Eram os grandes favoritos, mas Romain Rousinov parecia um verdadeiro pé frio e não havia a certeza que o Oreca – Gibson da G-Drive conseguisse melhorar o terceiro e segundo lugares alcançados pela equipa do russo. Desta feita surgiu acompanhado por Jean Eric Vergne e o talentoso jovem francês Antonio Pizzitola. Não foram os mais velozes na qualificação e após a largada o carro #26 acabou mesmo por perder alguns lugares e cumpriu a primeira passagem pelas boxes apenas no sexto lugar. Mas ao dobrar a primeira hora, Vergne alardeou a sua classe e instalou-se na liderança da categoria de onde o carro da G-Drive nunca mais saiu. Foi uma vitória perfeita que aliou ritmo elevado a paragens perfeitas nas boxes e ausência de incidentes em pista por parte dos três pilotos, tudo traduzido em duas voltas de avanço no final das 24 horas sobre o Signatech – Alpine #36 pilotado por Nicolas Lapierre, André Negrão e Pierre Thiriet. No carro da Alpine o problema foi a diferença de andamento entre Lapierre (duas vezes vencedor em Le Mans à geral) e os seus colegas de equipa que originou uma volta de atraso após 11 horas de corrida, já depois de Thiriet ter feito um pião durante a sexta hora de corrida. Tirando esse incidente, o carro da Signatech esteve irrepreensível, mas sem andamento para Vergne, Pizzitola e Rusinov.
O terceiro lugar ficou para o Graff SO24 #39 de Tristan Gommendy, Jonathan Hirschi e Vincent Capillaire. Não foi um pódio fácil pois até cruzar a linha de meta após 366 voltas, Gommendy teve de se defender dos ataques do Oreca da TDS #28 pilotado por Loic Duval, reclamando o pódio por 2,5 segundos! Porém, foi a equipa TDS quem perdeu o pódio porque antes da última paragem era Duval quem estava na frente com mais de 30 segundos de avanço sobre Gommendy (depois do carro #39 ter cumprido uma penalização de “stop and go” de um minuto por excesso de velocidade numa “slow zone”) saindo das boxes a 25 segundos do seu compatriota.
O mellhor dos Ligier foi o segundo dos carros da United Autosports, o #32 de Juan Pablo Montoya , Will Owen e Hugo de Sadeleer, na quinta posição, depois de uma corrida muito atribulada: Montoya falhou uma travagem e foi direito aos pneus em Indianápolis na sexta hora e depois viu surgir um furo na roda traseira esquerda que o fez perder uma volta. Pior correram as coisas para o Ligier #22 da United Autosports pilotado por Filipe Albuquerque, Paul di Resta e Phil Hanson: depois de um problema estrutural do chassis ter feito cair o GPS e obrigado a uma longa paragem para reparar a insólita situação, Paul di Resta despistou-se com violência nas curvas Porsche, quando já tinha recuperado até ao quarto lugar dos LMP2 e faltavam quatro horas para o final. Ficava, assim, fora de prova o carro do piloto português que, nunca estando na luta pela vitória, poderia ter tentado visar o pódio.
6 Horas de Silverstone: Jackie Chan domina nos LMP2
Não se chamam Toyota, mas o domínio dos Oreca Gibson da Jackie Chan DC, foi muito semelhante, embora não tenha conhecido a desclassificação. O vencedor foi o carro pilotado por Ho Pin Tung, Stephane Richelmi e Gabriel Audry que, graças a um ritmo fantástico, conseguiu ultrapassar duas paragens extra nas boxes. Uma devido ao cumprimento de uma penalização devido à falsa partida de Ho Pin Tung e, depois, por ter ficado sem gasolina num período de “safety car”. Uma exibição de luxo, complementada pela tripla de pilotos malaios do outro Oreca da Jackie Chan DC (Weiron Tan, Nabil Jeffri e Jazeman Jaffar) que terminou no segundo lugar. As vicissitudes conhecidas pelo carro vencedor – embora o carro dos malaios tenha sofrido um furo – permitiram que os dois Oreca assistidos pela Jota Sport terminassem separados por escassos 1,9 segundos. Dois destaques: os problemas do mais direto rival dos carros da Jackie Chan, o Oreca da TDS Racing (com Loic Duval, François Perrodo e Mathieu Vaxiviere) viu a suspensão partir-se e ainda sofreu um furo, deixando o Alpine da Signatech no terceiro lugar com Nicolas Lapierre, Pierre Thiriet e André Negrão; a estreia de Anthony Davidson (ex-piloto Toyota nos LMP1) aos comandos do Oreca da Dragon Speed que partilhou com Pastor Maldonado e Roberto Gonzalez. Não correu da melhor forma, pois Maldonado fartou-se de cometer erros e a equipa foi sendo atrasada por penalizações (duas, para ser mais exato) e ainda uma paragem nas boxes logo na primeira volta da corrida. Ainda assim, um quarto lugar final na classe.
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