Filipe Albuquerque deu a sua opinião sobre o atual estado do WEC, com os LMH a terem performances muito próximas dos LMP2. O piloto português deixou avisos importantes que não pode sem ignorados pelos responsáveis do ACO.
Em entrevista ao Motorsport.com, Albuquerque admitiu que com a redução de potência e aumento de peso, as sensações no carro ficaram muito piores e que uma diminuição da performance pode-se tornar até mais perigosa:
“Como piloto LMP2, não queremos ser mais penalizados. as sensações do carro já são más, especialmente em stints longos. É frustrante e é quase impossível trabalhar com o carro, porque quando o carro está fora da janela ideal de apoio aerodinâmico, há muito pouco que se possa fazer quanto à afinação.“
“E depois, quando formos para o Bahrein com o kit aerodinâmico de Le Mans, com temperaturas super elevadas… Não sei como poderemos conduzir lá assim. Em Spa com 20-25 graus de temperatura de pista, já temos pouca aderência, por isso, quando chegarmos ao Bahrein, vai ser muito pior. E isto é do ponto de vista de um piloto profissional, nem sequer de um gentleman driver”.
Para o piloto português a solução tem de ser o aumento de performance dos LMH e não nova redução nos LMP2:
“Concordo com a Toyota quando dizem que precisamos de aumentar a diferença entre os Hypercar e os LMP2”, disse ele. “Mas penso que eles precisam de se concentrar agora em tornar o Hypercar mais rápido. Deveriam retirar algum peso. Eles estavam com dificuldades no segundo sector, que tem mais curvas. O seu carro é demasiado pesado, basta torná-los mais leves.”
“A Alpine… mudaram para um LMP1 e são mais lentos do que eram no ano passado com um LMP2! Penso que muito pode acontecer entre agora e Agosto [quando as 24 Horas de Le Mans terão lugar]. Mas o plano no papel é uma coisa e a vida real é outra. O ACO só precisa de ouvir os pilotos, equipas e engenheiros de ambos os lados, porque não queremos lutar contra os Toyotas. Os LMP2 já são muito competitivos”!












