WEC: ACO explica o EoT
A questão do EoT (Equivalence of Technology) tem levantado muitas questões por parte de equipas e fãs do mundial de endurance. Tentar fazer equivaler a performance de máquinas tão diferentes é uma tarefa complicada de gerir e ainda mais complicada de explicar mas Thierry Bouvet, num comunicado do ACO tentou fazer alguma luz sobre o assunto.
O delegado técnico começou por explicar as diferenças entre o BoP e o EoT:
“O BoP aplica-se à classe LMGTE e tem como objectivo promover igualdade de performance entre carros com diferentes características técnicas (motor dianteiro e traseiro, por exemplo). Para garantir que a competição seja a mais justa possível, os organizadores procuram primeiro a convergência em termos de aerodinâmica e depois consideram o peso, a potência e a capacidade do tanque de combustível. O EoT foi introduzido agora que os carros híbridos e não-híbridos estão confronto directo na categoria LMP1, para garantir um nível de igualdade. O EoT foi projetado para garantir que os privados possam competir com o Toyota TS050 Hybrid. Criamos o EoT em 2014, com a FIA, para criar igualdade entre carros a gasolina e a diesel. Os ajustes eram baseados na capacidade de combustível (fluxo e uso de combustível por volta). Um medidor de fluxo e sensores são vitais para fazer as medições. Hoje, considerando que os regulamentos são diferentes para carros híbridos (LMP1-H) e não-híbridos (LMP1-NH) – particularmente em relação à aerodinâmica e peso – e que existem diferenças nos motores entre híbridos e não- híbridos optamos novamente por um EoT. ”
O processo de obtenção do EoT foi explicado por Bouvet:
“No inverno passado, criamos um grupo de trabalho com membros da FIA, ACO, construtores de motor e chassis LMP1. Tivemos todos os dados sobre o protótipo do Toyota TS050 Hybrid. Os não-híbridos estavam em fase de produção, e por isso os construtores forneceram simulações, o que obviamente significava que mudanças na EoT não poderiam ser descartadas. Todos estavam cientes disso. O Prologue e a primeira ronda em Spa forneceram um feedback precioso. Tendo em conta que os não-híbridos ainda estão em fase de desenvolvimento e, portanto, têm muito potencial para melhorias, já fizemos algumas alterações. O nosso papel é garantir uma concorrência justa. As benesses para os não híbridos destinam-se a compensar uma desvantagem comparativamente a um carro híbrido, não para lhes dar uma vantagem injusta. É um acto de equilíbrio, mas existem meios específicos para isso. Da mesma forma, a tecnologia híbrida deve permanecer relevante. Em Le Mans, um híbrido faz mais uma volta por stint do que um não-híbrido ”.
Quanto à diferença de performance entre Toyota e os privados o ACO mantém que os últimos estão em vantagem em relação aos Híbridos:
“O desempenho relativo de híbridos e não híbridos difere entre Spa e Le Mans. Híbridos estão em desvantagem relativa em Le Mans. Usamos os dados reunidos durante as duas primeira saídas para a pista para ajustar a EoT, afim de diminuir a diferença entre equipas privadas e de fábrica em Le Mans. Novamente, entre o Spa e o dia de testes de Le Mans, os privados terão evoluído. Os especialistas da ACO e da FIA continuarão a analise dos dados durante e após o Dia de Teste. ”
O ACO defende que o dia de testes irá ainda definir mudanças no EoT e que os resultados que foram publicados poderão ser alterados depois do teste que está agendado para dia 3 de Junho. Para já as desconfianças mantêm-se pois a performance dos privados ficou muito longe da dos Toyota e a última revisão do EoT consistiu numa diminuição do fluxo de combustível por hora. Uma coisa ficou esclarecida nesta declaração é que a tecnologia híbrida deve continuar a ser relevante, com tudo o que isso implica. Veremos que alterações são feitas ao EoT depois do teste.
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