Pedro Lamy: “Tínhamos tudo para lutar pela vitória”

Por a 30 Janeiro 2018 21:00

Pedro Lamy foi um dos azarados desta edição 56 das 24 horas de Daytona. O piloto português, que esteve em grande ao volante do Ferrari #51 da Spirit of Racing, viu o seu brilhante esforço  ir por água abaixo, quando o seu colega de equipa, Dalla Lana, teve uma saída de pista, que danificou irremediavelmente a máquina italiana. Lamy acredita que a equipa estava muito bem colocada para tentar o assalto ao pódio:

“A corrida estava a correr bem, e estávamos na luta pelos primeiros lugares mas infelizmente, quando faltava pouco mais de 5 horas para o final da prova, o meu colega de equipa teve uma saída de pista e a corrida acabou mais cedo. Penso que  tínhamos tudo para lutar pela vitória. O carro estava rápido e já tínhamos feito as paragens   mais longas, para trocas de travões e portanto tudo indicava que estaríamos bem colocados para atacar o primeiro lugar. São coisas que acontecem em corrida. Temos é de focar-nos já na próxima , sem olhar para trás.”

 

Lamy afirmou que se adaptou bem ao Ferrari, que no ROAR apresentou um andamento inferior em relação à concorrência, mas que no fim de semana passado foi  um dos carros mais competitivos do pelotão:  “Há sempre algumas diferenças, pois são máquinas distintas e a própria especificidade da pista exige alguma adaptação. Foi uma evolução feita passo a passo, normalmente, sem problemas de maior. O ROAR foi apenas um teste normal antes da corrida onde se procuram as melhores soluções. A equipa fez um bom trabalho na procura da afinação ideal e o carro mostrou um andamento muito forte.”

 

Daytona é unanimemente considerada umas das provas de endurance mais difícil do mundo, pela sua exigência física e mental. Lamy considera que o maior desafio evitar as armadilhas que possam aparecer para depois poder atacar os primeiros lutares:

“O maior desafio é levar o carro até as últimas horas e a partir daí tentar lutar pela vitória se estivermos em posição para isso.  É fundamental  tentar chegar a essas últimas horas sem ter perdido demasiado tempo e o desafio é mesmo evitar os problemas ao máximo. Claro que isso depende de muitos fatores, o que exige de nós uma atenção muito grande.”

 

Sem tempo para descansar, o piloto português irá estar em acção no  próximo fim de semana, na também mítica prova das 12h de Bathurst, em Mount Panorama, mas não quis levantar muito o véu em relação ao que espera da prova:

“Já conhecemos a pista do ano passado mas vamos estar inseridos numa equipa nova, o que implica um ambiente novo. Teremos de nos adaptar e a partir daí avaliar as nossas hipóteses. Neste momento é difícil apontar um objectivo concreto, pois a  concorrência vai estar com certeza muito forte . Vamos esperar para ver. É uma pista muito interessante, diferente das outras, com especificidades únicas. É  muito engraçada e que exige muito dos pilotos, “

 

Em relação ao seu futuro no WEC, onde foi campeão no ano passado na categoria GTE-Am, o tempo é ainda de acertar os últimos pormenores do projeto para 2018:

” Estamos a espera que tudo se confirme, mas para já está tudo bem encaminhado. Será um campeonato um pouco atípico, mais longo do que o costume e com duas visitas a Le Mans.  É ainda cedo para fazer grandes antevisões, e teremos de esperar para ver se teremos um carro competitivo para esta época.”  

 

No fim da nossa conversa, Lamy era também um piloto agradado pelo elevado número de pilotos nacionais presentes na prova de Daytona:

“Foi bom termos muitos pilotos portugueses em Daytona, todos eles inseridos em bons projetos . É interessante ver tantos portugueses ao mais alto nível e é obviamente muito bom para o automobilismo nacional. “

Veja o vídeo do acidente de Paul Dalla Lana:

 

 

 

 

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