A Liberty Media e a estratégia da F1: ofuscar a concorrência ou mera coincidência?
A Fórmula 1 destaca-se globalmente, mas carece de eventos isolados com o impacto das 24 Horas de Le Mans e das Indy 500. O Mundial de Todo-o-Terreno depende fortemente do Dakar, enquanto o WEC encontra nas 24 Horas de Le Mans um valor superior ao do próprio campeonato. Na Fórmula 1, embora existam provas que se destacam, esta dinâmica não se verifica da mesma forma.
Este cenário serve de introdução a uma possível estratégia da Fórmula 1, sob a égide da Liberty Media, que visa consolidar a sua posição no desporto motorizado mundial, potencialmente ofuscando eventos como as 24 Horas de Le Mans e as Indy 500. Será que existe uma manobra concertada para diminuir o espaço mediático destes eventos?
Admitindo a complexidade de elaborar um calendário de 24 corridas em 52 fins de semana, questiona-se a razão para a F1 coincidir com as 24 Horas de Le Mans e as Indy 500. Em 2025, Le Mans coincidiu com o GP do Canadá de F1, e em 2026 com o GP da Catalunha (nome previsível do evento). Paralelamente, o GP do Canadá de F1 de 2026 (24 de maio) ocorrerá no mesmo dia das Indy 500.
Ao confrontar diretamente um GP de F1 com as Indy 500 ou Le Mans, a Fórmula 1 inevitavelmente reduz o alcance mediático das provas concorrentes, embora também sofra perdas. Será que a F1 prioriza prejudicar os seus rivais em vez de promover um espaço para todos?
É crucial considerar que estas coincidências podem ser inevitáveis. No entanto, é importante destacar que a sobreposição de datas prejudica os adeptos que apreciam ambos os eventos. Embora a F1, Le Mans e Indy 500 possam não sofrer perdas significativas, é inegável que a coincidência de datas terá um impacto.
O ónus recai sobre a F1, uma vez que a Indy 500 ocorre tradicionalmente no fim de semana do Memorial Day desde 1911, e Le Mans na 24ª semana do ano desde 1923. A Fórmula 1, por outro lado, não possui datas históricas fixas, adaptando-se conforme a sua conveniência.








