Jamie Chadwick foi anunciada hoje como piloto da recém formada Jenner Racing, de Caitlyn Jenner, uma mudança que pretende dar mais protagonismo a bicampeã da W Series.
“Estou realmente entusiasmada por regressar à W Series para defender o meu título”, disse Chadwick, citada pela Sky Sports. “Não pensei duas vezes quando fui convidada pela Jenner Racing. Estamos concentradas em fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ganhar o título número três. Falei com a Caitlyn Jenner e a sua visão para a equipa é espantosa. Tenho zero dúvidas de que ela poderá ajudar a levar a minha carreira ao próximo nível e abrir-me portas a nível internacional”.
“Este é um grande ano de desenvolvimento para mim. Tenho planos para fazer um programa de corridas de apoio e não escondi o meu desejo de competir em F3 e F2. Mas o timing é tudo e a oportunidade que a W Series me dá de ter mais experiência competitiva em circuitos de classe mundial é um passo fundamental na minha jornada em direção a competir na F1”.
Chadwick tem sido a referência na W Series. Em 14 corridas feitas na competição, apenas não terminou por duas vezes (seis vitórias), o que mostra bem o seu domínio na competição 100% feminina. Mas esta espécie de estagnação da sua carreira pode começar a preocupar os responsáveis do campeonato. Chadwick já não tem nada a provar na W-Series e o passo lógico seria a F2 ou até a F3 como ela pretende, mas esse passo não aconteceu e a jovem britânica terá de ficar um terceiro ano numa competição onde pouco poderá evoluir. Se a W-Series foi feita para mostrar ao mundo mulheres pilotos, também deveria abrir portas a campeonatos mais competitivos, mas isso não parece estar a acontecer, o que pode colocar em causa a essência da competição. Se a W-Series quer levar as mulheres a outros patamares no desporto motorizado, para já, não está a acontecer.










