Vila Real: Uma pista especial e apaixonante
Se é fã de desporto motorizado e não viu ao vivo as corridas de Vila Real, está a perder um espetáculo único. Independentemente dos carros que por lá possam competir. Se está indeciso sobre uma possível ida à capital transmontana, não pense mais. Vá, que não se vai arrepender.
O que torna Vila Real num evento especial e único? É a pergunta que muitos se poderão fazer nesta altura. Mas não faltam respostas para responder à questão. São vários os motivos tornaram a festa transmontana em algo único.
Em primeiro, temos a história. “Em 1930 a cidade decidiu formalmente avançar com a organização do circuito para o ano seguinte, no contexto das festas da cidade, lançando para tal um imposto de 40$00 por cada quilograma de carne para o seu financiamento. É de salientar que 1931 marca o nascimento das competições em circuito portuguesas, destacando-se as provas em Lisboa, no Campo Grande, e a primeira versão do Circuito da Boavista”. Uma história que tem quase um século e que continua a ser escrita, pela mão dos homens e mulheres que dedicam muito do seu tempo para que a cidade se possa transformar num dos palcos mais interessantes e peculiares do mundo do autombilismo (Pode ler o resto da história AQUI).
Essa história foi escrita, com altos e baixos. A vida do Circuito foi feita de grandes momentos e de interrupções, ao ritmo da cidade, do país e do mundo. Os anos 60/70 eram considerados os anos de ouro do circuito, em que os grandes nomes do automobilismo (nacional e internacional) vinham até Trás-os-Montes para mostrar o seu talento na desafiante pista. Nos anos 80, reinavam as competições nacionais, com uma pujança tremenda, com grandes artistas e que tinha em Vila Real um dos momentos altos da época. Lutas que ficaram para a história entre alguns dos melhores talentos que competiram nas pistas de Portugal.
Mas nos anos 90, nova interrupção, depois da tragédia se ter abatido no circuito, no que parecia o fim de uma bela história. Em 2007 houve uma tentativa de trazer à vida o circuito, que foi impedida pela crise económica, mas em 2014 nova tentativa deu fruto e o “coração” do Circuito voltou a bater. E desde então que se têm escrito algumas das mais belas páginas da história, com a vinda do WTCC e do WTCR que voltaram a colocar Vila Real no topo. Depois de uma breve interrupção, as máquinas do TCR World Tour estão de regresso à pista que melhor os acolher, onde a festa é maior e onde o calor humano se sente com mais intensidade. O CPV também regressa depois de resolvidos os pontos divergentes. 2025 tem tudo para ser um ano espetacular, com um cartaz recheado que vai atrair milhares de pessoas.
Mas não é só de história que vive o circuito. Essa é apenas a base do que torna esta festa verdadeiramente única: a paixão. De uma forma ou outra, a grande maioria dos vilarealenses tem uma história para contar do circuito, porque viveu, ou porque ouviu. A organização da prova é feita por locais que durante o ano seguem a sua vida normalmente, perdendo muito do seu tempo para pensar e preparar a festa. É quase uma forma de união e comunhão entre pessoas que criam laços de amizade, que não se formariam se não fosse o circuito.
Há também a paixão dos pilotos, que enfrentam um desafio exigente, mas belo. Quem sentiu a emoção de percorrer o sinuoso traçado, quem viveu a velocidade da descida de Mateus, não se esquece mais da adrenalina. São sensações que dificilmente se encontram noutras pistas. Não é de espantar que a grande maioria faça questão de estar presente nesse fim de semana.
E por fim, há a festa. Se Portugal é terra de ralis em que as pessoas se juntam em festa para ver os carros, Vila Real encarna esse mesmo espírito… com menos pó. Para muitos, as corridas são o pretexto ideal para juntar amigos, para comer e beber, ao som das máquinas. Há pessoas que não ligam a corridas durante o resto do ano, mas que vibram ali por homens e mulheres de quem por vezes nem sabem bem o nome. Há também os fãs de corridas que fazem questão de ir pela mística da pista e da prova. A envolvência é única, numa festa tipicamente portuguesa. Quem vai, tendencialmente regressa sempre para voltar a sentir essas emoções. É uma festa única, um dos pontos altos da época. Vale a pena ir e experienciar essas sensações.
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