V de V no Estoril: Grande corrida de Manuel Pedro Fernandes
Este tem sido um ano muito bom para Manuel Pedro Fernandes, já que as coisas lhe têm vindo a correr a preceito. Venceu o Troféu Abarth 500 Europa, o ETCC em Vila Real e agora aceitou o convite para estar presente no Estoril: “Foi uma oportunidade única, estes LMP3 (O Ginetta não é bem um LMP3, mas faz parte da classe PFV, que está equiparada aos LMP3, pois o carro por fora parece um LMP3, mas enquanto estes têm todos motor Nissan, este Ginetta tem um motor Chevrolet V8 de 6.2 litros e 500 cv, ajustado para andar de forma semelhante aos Nissan LMP3), que já estão a um nível muito elevado e é bom poder correr aqui. Mais do que isto é quase impensável…” começou por dizer Manuel Pedro Fernandes, que realizou uma boa corrida, arrancando do décimo lugar (na qualificação o tempo é encontrado pela média do gentleman driver, com outro piloto, que no caso foi Pedro Salvador. O português fez o terceiro tempo.) “Foram mais de duas horas dentro do carro, complicadas porque a visibilidade é má, nunca tinha andado à chuva com o carro e foi uma adaptar progressivo, cada vez travar mais tarde, cada vez arriscar mais e foram duas horas bem passadas apesar de alguns contratempos que tivemos. Numa das vezes ficou em ‘park’ em plena reta, e não sei porquê, fiz um reset ficou bem, noutra altura fiquei sem limpa vidros, simplesmente saltou e ainda pensei o que é que será isto? Mas gostei muito de andar no carro, já estava sentir bem o que o carro me transmitia, foi engraçado” começou por dizer Manuel Pedro Fernandes que depois explicou o seu evoluir em pista:
“Atrás do safety car não deu sequer para tentar perceber como estava a pista, mas quando arrancámos deu para ficar assustado, era uma ‘parede’ de nevoeiro impossível, não se via nada e às velocidades que íamos não arrisquei nada. Depois comecei a ficar com a pista livre, comecei a ultrapassar, depois havia um pouco de tráfego, e aproveitámos logo para fazer um drive trough técnico (a equipa tinha cinco para fazer no total, funciona como handicap) e numa altura em que já tinha subido para sétimo, voltou a cair, na altura para a 14ª posição. Nestas corridas de Endurance nunca se olha para a classificação no imediato, mas projeta-se sempre mais para a frente, pois com as diversas estratégias, só na última hora de corrida as peças começam a encaixar-se e as posições relativas a definir-se: “comecei a ganhar confiança no carro e a lembrar-me como é o Estoril à chuva, e a pista tem umas particularidades engraçadas, pois há zonas em que se mete o carro e ele não agarra, mas dez metros depois vai agarrar” disse o piloto de Vila Real, que explicou as suas maiores dificuldades: “Por exemplo, o limpa para brisas limpa uma zona muito pequena do vidro e nós como vamos sentados no lado esquerdo, não se consegue ver o apex das curvas e é bastante complicado guiar assim. Não queria arriscar muito mas também não queria ficar para trás e acho que, paulatinamente, consegui evoluir e cheguei a ser o segundo mais rápido a rodar em pista, por isso estou muito, muito satisfeito. Foi uma boa experiência. Não é tão emocionante como fazer uma corrida de sprint, anda-se mais taticamente, a precaver, mesmo no arranque notou-se isso, os pilotos não arriscaram nada, se alguém metia o carro eles abriam, na Endurance é muito diferente. Nas corridas que fiz este ano de sprint, há toques, pancadas, mas foi uma experiência gira. Gostei de andar no carro, que é bastante pesado e molengão, mas passado vinte voltas é como os outros carros todos, têm muita potência, é bastante previsível a curvar e em termos físicos não houve problemas em guiar duas horas, e talvez tenha ajudado ser à chuva, pois acredito que se tivesse estado sempre seco teria sido mais puxado e exigente, consegui rodar concentrado as duas horas, só foi pena o pião na saída da variante, tinha lá passado 40 vezes mas naquela volta alguma coisa correu mal e perdemos para aí 40 segundos até voltar à andar. Atingi os objetivos que trazia para a prova e para além disso nunca tinha guiado duas horas seguidas em pista…” disse Manuel Pedro Fernandes que mostrou poder adaptar-se facilmente a este tipo de carros.”
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