WTCR: Os destaques e as desilusões da dupla ronda chinesa

Por a 8 Outubro 2018 14:51

A dupla jornada na China deu-nos algumas surpresas, umas positivas, outras nem por isso. Agora que a Taça do mundo vai para o Japão enfrentar o desafiante traçado de Suzuka, é tempo de um breve balanço do que foi o WTCR neste regresso à competição:

 

Audi mais forte

É a primeira conclusão que se tira destas duas jornadas na China. Os Audi estavam muito discretos e apenas Jean Karl Vernay conseguia chegar ao ritmo dos homens da frente. Mas durante o Verão a Comtoyou fez uma revisão completa às máquinas germânicas enquanto a WRT deu a Gordon Shedden o Audi que Vernay usa no TCR Europe. As diferenças estão à vista. Frederic Vervisch deu um salto significativo na classificação, Denis Dupont e Nathanaël Berthon subiram ao pódio e Aurélien Panis rodou quase sempre no top 10. Quanto a Shedden, em Wuhan, fez pole e pódio no domingo. Uma melhoria surpreendente e muito boa para o campeonato, pois agora é preciso contar com os RS3 LMS em todas as corridas e com isso as contas no final poderão ser diferentes. Vernay continua a ser o favorito deste lote apesar da penalização que irritou o francês que empurrou o seu compatriota Aurélien Comte contra o muro, embora Vernay diga que não teve culpa e que a penalização foi demasiado pesada.

 

Hyundai com altos e baixos

Para as equipas com os Hyundai i30 N TCR fora duas semanas de altos e baixos. Se em Ningbo as máquinas coreanas foram as mais fortes apesar do peso máximo, em Wuhan, com a “dieta” da concorrência a diferença foi muito mais vincada e impossível de disfarçar. Os homens da BRC e da YMR ficaram fora do top 10 durante todo o fim de semana e a juntar a isso vimos alguma falta de fiabilidade dos motores coreanos. Continuamos com três Hyundai na frente do campeonato, mas a última jornada mostrou que nada está decidido e que as mudanças no BoP podem ser fulcrais para decidir quem levará a taça. Nesta fase Thed Bjork e Yvan Muller parecem ligeiramente melhor que Gabriele Tarquini e principalmente Norbert Michelisz que continua com azar  e nem com um motor novo e a respectiva penalização teve um fim de semana sem problemas Uma época muito complicada para o húngaro.

 

Guerrieri é o mais forte da Honda nesta fase

Yann Ehrlacher prometeu muito em 2017 e está a comprovar o seu talento em 2018. Mas estas ultimas rondas foram negativas para o francês que caiu da liderança e depois das rondas chineses é agora nono no campeonato. O jovem sobrinho de Muller tem muita qualidade, mas as coisas não lhe têm corrido bem e a penalização por “jump start ” no início da corrida 1 é a prova. Já Guerrieri continua a mostrar qualidade. É aguerrido, não desiste e luta por cada lugar como se fosse o primeiro. É um piloto com boa atitude e talento. Na China mostrou isso e mostrou que não tem medo de arriscar mesmo que nem sempre corra bem. Uma excelente adição da Honda e um piloto que pode ainda animar a luta pelo título. Quanto a Coronel e a Boutsen… um ano muito abaixo do esperado que vai de mal a pior.

 

Oriola é a bandeira da Cupra

É sobre o espanhol que recaem todas as atenções quando se fala da Cupra. Pepe Oriola tinha apenas um programa parcial, que deveria ter acabado na última jornada antes da ida para a Ásia, mas os bons resultados levaram a que o piloto fosse até à China e agora com o quarto lugar no campeonato, é bem provável que consiga apoios para o final da época. John Filippi continua no mesmo registo, o que não é positivo, e os carro da Zengo estão a milhas do rendimento do Cupra da Campos. Será que Oriola pode ser uma surpresa no final desta época?

 

VW discreta

É certo que Bennani venceu na corrida dois mas fazendo as contas aos dois fins de semana esperava-se mais dos VW da SLR especialmente de Huff. A luta entre os pilotos em Ningbo foi animada (até demais) mas em Wuhan, Huff esteve algo apagado, com algum azar à mistura enquanto Bennani fez o que lhe competia. Será que Huff ainda chega aos lugares da frente?

 

Peugeot a crescer e Alfa segura-se com Ceccon

Em Ningbo os Peugeot estiveram muito mal mas em Wuhan, com um motor, novo os Peugeot de Aurélien Comte e Mato Homola tiveram prestações positivas. Um pódio para Comte foi o melhor do fim de semana, mas ficou a prova que há ainda potencial na máquina francesa e que o jovem piloto gaulês tem qualidade. Do lado da Alfa Ceccon continua a dar nas vistas e conseguiu mais um top 10 o que é positivo dada a sua experiência neste tipo de carros. Um balão de oxigénio numa equipa muito abaixo das expectativas.

 

Campeonato ao rubro

Tarquini continua líder mas as contas são complicadas de fazer. Micheliz, Ehrlacher e Huff caíram, enquanto Oriola, Vernay, Guerrieri e Vervisch se aproximaram dos lugares cimeiros. Tivemos o 13º piloto diferente a conseguir subir ao primeiro lugar do pódio este ano o que mostra o equilíbrio vigente e temos a convicção de que o final da época vai ser tenso e emocionante.

 

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