La Sarthe: Como se faz uma volta num LMP1

Por a 13 Junho 2018 18:15

O circuito francês é o palco de uma clássica da competição automóvel internacional fazendo parte da convencionada “Triple Crown” juntamente com o GP do Mónaco e as 500 Milhas de Indianápolis. Ganhar estar três clássicas não e fácil e por isso é que só Graham Hill tem a honra de ostentar tal glória. E vencer Le Mans é algo complicado, porque para além de tudo o que tem a ver com questões de fiabilidade e imprevisibilidade numa prova que dá duas voltas ao relógio, o circuito em si já é obstáculo suficiente.

Está muito diferente dos primórdios dos anos 20 (a primeira prova foi em 1923) e dos fabulosos anos 80, mas continua a ser um desafio não só pelos 13,626 km de perímetro, pelas velocidades próximas dos 330 km/h (com as Hunaudieres sem chicanes chegou-se a andar nos 400 km/h), como pela condução noturna. Um percurso fantástico que lhe explicamos como se faz ao volante de um protótipo da categoria LMP1.

Dunlop
Mítica zona do circuito, já conheceu vários formatos sendo negociada de uma forma tradicional, ou seja, os pilotos chegam-se para a esquerda para abrir a trajetória e fazer a primeira curva a fundo e conseguir travar com as rodas direitas para a outra curva. Muitas bossas são razão para alguns despistes de pilotos mais otimistas…
(101 km/h)

SS da Floresta
Uma zona muito rápida com curvas direita e esquerda, com a particularidade de ser necessário travar para a esquerda não exagerando na saída, pois o corretor exterior é abaulado e uma roda mal colocada envia o carro para lá do corretor e a caminho dos rails.
(152 km/h)

Tertre Rouge
É uma curva difícil, mas crucial para aquilo que o piloto fará nas Hunaudieres, pelo que é necessário sacrificar a velocidade de entrada para conseguir sair em força para a reta.
(190 km/h)

Hunaudieres: primeira chicane
Saindo rápido de Tertre Rouge, a velocidade de chegada a esta primeira chicane à direita é elevada e exige uma travagem forte. Ainda assim é necessário levar alguma velocidade para dentro da primeira curva (à direita) para não prejudicar a saída para o segundo segmento de reta. Os pilotos têm de ter muito cuidado, pois durante a corrida não podem alargar a trajetória à saída sob pena de encontrarem detritos que podem provocar furos.
(110 km/h)

Hunaudieres
Entre a primeira e a segunda chicane, os carros passam muito tempo completamente a fundo chegando aos 345 km/h numa zona onde o WM de Gerard Welter chegou a passar a fasquia dos 400 km/h. As muitas bossas e ondulações desaconselham seguir pelo meio da pista e são capazes de fazer o piloto perder o controlo do carro ou danificar o fundo plano.
(345 km/h)

Hunaudieres: segunda chicane
Esta chicane é, mais ou menos, decalcada da primeira, só que desta feita a primeira curva é à esquerda e é abordada da mesma forma, ou seja, alguma velocidade extra na entrada e depois aproveitar a pista e os corretores para sair em força.
(110 km/h)

Mulsanne
Depois da longa reta com as duas chicanes, chega uma das curvas mais complexas do traçado francês. Muitas bossas e o piso degradado tornam a travagem – feita em curva na ligeira direita que antecede o gancho à direita feito a 90 km/h – complicada. A mistura de velocidades acima dos 300 km/h, travagens violentas em apoio e alguma fadiga no final dos turnos de condução e da prova, fazem com que muitas esperanças fiquem depositadas na areia ou nos rails da escapatória.
(90 km/h)

Curva do Golf
Após sair de Mulsanne, os pilotos chegam à zona mais rápida do circuito de La Sarthe, uma longa reta encurvada que dá acesso aos SS de Indianápolis. A velocidade pode chegar perto dos 345 km/h.
(345 km/h)

Indianápolis
É uma zona absolutamente fantástica, com a primeira direita a ser abordada perto dos 340 km/h. Os pilotos levantam o pé à entrada da direita e quando têm o carro direito, saltam para os travões para reduzir até 110 km/h para entrar na curva à esquerda que dá acesso a Arnage.
(340 km/h)

Arnage
Após uma das curvas mais velozes do circuito, eis que chegamos à zona mais lenta. O asfalto não oferece quase aderência nenhuma e bloquear rodas é a coisa mais fácil de fazer. Felizmente para os pilotos é uma zona lenta.
(80 km/h)

Curvas Porsche
Para esta edição das 24 Horas de Le Mans, a organização decidiu modificar a zona das curvas Porsche. A parte mais emocionante e onde se fazia a diferença entre homens de barba rija. Assim que cumprem a pequena reta encurvada depois de Arnage, os pilotos chegam à primeira das curvas Porsche, metendo uma mudança abaixo. Mas a partir dai é sempre a fundo, tendo o cuidado de não tocar de forma muito forte nos corretores, pois isso pode acabar mal numa saída descontrolada de encontro aos rails. Devido aos muros que ladeiam a pista, parece que o piloto está num túnel sem saída.
(210 km/h)

Chicane Ford
Aqui não há muito a fazer, pois com ganchos de 90 graus a única trajetória possível é atirar com o carro para os corretores para o fazer rodar e não perder demasiado tempo.
(115 km/h)

Uma volta a La Sarthe, palco das 24 Horas de Le Mans

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