Joao Barbosa comparou a realidade dos EUA com a realidade europeia. O piloto luso acredita que os EUA sempre mostraram abertura para receber equipas europeias, que agora encontram um desafio bem maior do que encontravam no passado:
“Eu acho que sempre houve uma abertura deste lado para receber as equipas europeias, que também sempre tiveram vontade de vir para cá até porque temos várias provas míticas como Sebring e Daytona. Não vejo tão de forma tão clara que esta seja uma tendência que se repita noutros campeonatos, mas já temos exemplos disso como os GT3 que correm quer nos EUA quer na Europa, embora não haja muitas equipas europeias interessadas em correr cá, por uma questão financeira e de logística.”
“As equipas americanas têm uma cotação muito diferente do que tinham anteriormente. Antes as equipas europeias chegavam e dominavam, mas hoje em dia o cenário é diferente e a qualidade das estruturas é equivalente e os europeus têm muita dificuldade em andar ao mesmo nível.”
Um dos atrativos dos campeonatos americanos são as pistas que mantêm o espírito do passado, algo que agrada a quem vai correr lá:
“É uma realidade diferente mesmo ao nível das pistas. Na Europa ninguém quer correr em pistas que não estejam ao nível de F1, porque não tem boxes ou não tem paddock, ou a pista tem muitos ressaltos ou não tem escapatórias suficientes. Aqui é o contrário e uma das pistas que menos agrada é a de Austin e deixaram de ir lá correr, pois o desafio numa pistas destas comparado com pistas como Watkins Glen ou Daytona ou Road Atlanta é muito diferente. Então Sebring… era impossível uma pista dessas na Europa estar no ativo, com tantos ressaltos e lombas e é isso que atrai os pilotos da Europa. É o facto de encontrarem pistas com desafios específicos. Em Sebring quando fazemos um track walk e vemos os buracos que há na pista, sobretudo na curva 1 e na 17, é impressionante pois alguns são tão grandes que cabe lá uma mão. Na Europa era completamente impossível.”











