Porque razão há poucos pilotos a repetirem vitórias em Indianápolis

Por a 28 Maio 2017 09:12

Na história das Indy 500 apenas 19 pilotos conseguiram vencer a corrida por mais de uma vez. Uma das razões para isso suceder é porque é extremamente difícil de vencer na pista de Brickyard. E curiosamente um piloto que nunca foi campeão IndyCar venceu-a três vezes. Chama-se Hélio Castroneves e surge à frente de Juan Pablo Montoya, que conseguiu dois triunfos em apenas quatro tentativas.

Mas Castroneves não vê nenhum segredo na forma como venceu. Para ele é mais a própria pista que escolhe o vencedor do que o contrário, e mesmo quando tudo parece bem isso muitas vezes não chega. Da mesma forma que Ryan Hunter-Reay, vencedor em 2014, tem uma visão própria desta corrida muito especial. “O lugar é único e é por isso que o respeitamos tanto. Aqui vivi alguns momentos muito duros e alguns dos melhores dias da minha vida. Não sei se escolhe os vencedor, mas se o tempo e o vento mudam tudo muda para cada um dos pilotos que estão em pista”, afirma o americano da Andretti Autosport.

Desde a introdução dos chassis DW12 que a prova ficou com uma nova série de variáveis, que ajudam a explicar porque nos últimos cinco anos as Indy 500 tiveram cinco vencedores diferentes. Um dos aspetos únicos da moderna IndyCar em Indianápolis é que não é preciso ter-se necessariamente o carro mais rápido para lutar pela vitória na Brickyard. “Com a fórmula que temos não é preciso estarmos perto. O ‘cone de ar’ é extremamente que acabamos por nos habituar-nos. Precisamos apenas de um carro que é muito bom e consistente no tráfego. Algo que nos permita rodar perto dos outros carros”, afirma Scott Dixon, o autor da ‘pole-position’ para a corrida deste ano.

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2 comentários

  1. Speedway

    28 Maio, 2017 at 11:09

    As pistas ovais parecem todas iguais mas não são.Não há 2 pistas iguais. Existem N variáveis – curtas, médias,longas, tri ovais, bankings variadíssimos,larguras, tipos de curvas, etc etc. A variedade das pistas chamadas ovais é semelhante à variedade das pistas em autódromo à europeia vamos dizer.
    Esta pista contudo teve uma replica igual – a pista de Ontário no estado da Califórnia que infelizmente foi demolida em 1980 para se fazer um empreendimento urbanístico. O traçado era totalmente igual ao da pista de indiana. A Speedway é uma oval longa e flat com pouco banking. Todas as 4 curvas são diferentes. Foi uma pista especificamente desenhada para open- wheels, embora desde o final do século passado também lá corram os tijolos da NASCAR.
    A partir daqui as contingências são iguais a qualquer outra prova disputada numa oval longa com 500 milhas. A mais parecida das que actualmente compõem o calendário será Pocono, mas que é um pouco mais lenta que Indianapolis. É verdade igualmente que estes Dallaras de hoje ainda não atingiram o nível de velocidades que os “aviões” da ultima geração da defunta Champ Car atingiram nos anos 90 do século passado. (grandes downsizings tem sofrido esta categoria).
    Por isso os recordes de médias e velocidades continuam a pertencer às ovais médias/longas de Michigam e Fontana na California nos anos em que os Cham Cars lá corriam.
    O Montoya fez uma vez nuns treinos livres em Fontana (em 1998 ou 99) uma volta a 394 de média(!!!) record absoluto, mas que infelizmente não ficou registado em video.
    As ovais ditas longas mais rápidas de todas continuam a ser as velhinhas e algo estreitas de Daytona e de Talladega, com bankings entre 30 e 40 graus. Mas os open wheels nunca lá meteram as rodas !- nem podem, as velocidades seriam proibitivas ( mais de 400 de média!!!).
    Uma boa Indy 500 e que ganhe o Hermano já agora ( possível mas não provável).
    Bom Domingo.

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