Sebastian Vettel: “Quem se identifique com o automobilismo não pensa muito na Fórmula E”
Sebastian Vettel admitiu que não é fã da Fórmula E. O quatro vezes campeão do mundo de F1 não considera que a categoria seja empolgante, apesar de reconhecer a popularidade da competição elétrica.
De recordar que, desde 2014, ano em que começou, a categoria tem ganho espaço ao atrair pilotos de destaque e diversos fabricantes, como a Renault/Nissan, Audi, Porsche, Mercedes, Jaguar, BMW entre outros.
“Para mim, não será o futuro. A mobilidade elétrica é atualmente muito popular no mundo, mas qualquer um que seja honesto e se identifique com o automobilismo não pensa muito na Fórmula E. Os monolugares não são muito rápidos e muitos pilotos que atualmente são pilotos na competição dizem-me que a pilotagem não é muito empolgante”, analisou o alemão em entrevista ao jornal suíço Blick.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





Speedway
8 Dezembro, 2017 at 13:47
Totalmente de acordo sr. Vettell.
F1_4ever
8 Dezembro, 2017 at 14:51
Sem dúvida que ele tem razão, a Fórmula E ou a “Fórmula dos carrinhos de choque da feira” como eu lhe chamo já que o som por eles produzidos são iguais a esses das feiras e que para mim é um som rídiculo. E nessa Fórmula pelo que se vê é onde os pilotos que já não têm lugar ou nunca conseguiram chegar á F1 arranjaram maneira de correr em monolugares e como é um campeonato que está na moda até os grandes construtores estão a aderir em massa.
Muitos dizem que os carros eléctricos não poluentes são o futuro nas estradas e nas competições, isso é tudo muito bonito, mas as pessoas esquecem-se que para produzir a electricidade por eles consumida gera-se muita poluição enquanto a produção desta não fôr totalmente feita através de energias renováveis, coisa que ainda não é feito, e não esquecendo que a produção das baterias de lítio que usam é das industrias mais poluidoras que existe.
Por isso o facto dos carros eléctricos serem de emissões zero para a atmosfera é muito enganadora, realmente não emitem gases nocívos mas para serem produzidos e alimentados a sua pegada ecológica é pior que a dos actuais carros a combustão.
Se duvidam disto que escrevi leiam este artigo:
https://pplware.sapo.pt/informacao/carros-eletricos-tem-um-custo-oculto/
asfalto
8 Dezembro, 2017 at 20:25
Das poucas coisas que concordo com o Vettel.
Fernando Cruz
8 Dezembro, 2017 at 22:31
Há uma certa arrogância da parte do Vettel ao dizer isto, como se todos os adeptos de automobilismo pensassem como ele. Há espaço para tudo, para a F1 e para a FE, sendo que esta última acaba muitas vezes por ser bem mais emocionante e imprevisível, além de ser mais desafiante para os pilotos do que a própria F1, como ainda agora admitiu o André Lotterer. Além disso estão na FE muitos pilotos melhores do que vários que estão na F1. Alguém tem dúvidas de que o Félix Rosenqvist é bem melhor do que o Marcus Ericsson? Quanto aos carros, é verdade que são lentos mas em circuitos citadinos isso não se nota assim tanto e a velocidade vai certamente aumentar bastante, pois estamos só no início da quarta temporada enquanto a F1 já vai para a sua 70.ª! Quanto à pegada ecológica, encontrar formas de produzir electricidade apenas através de energias renováveis pode ser uma questão de tempo.
João Pereira
9 Dezembro, 2017 at 13:06
…além de ser mais desafiante para os pilotos do que a própria F1, como ainda agora admitiu o André Lotterer…
André Lotterer? O brilhante e experiente piloto de F1? Desse nunca ouvi falar, só do outro de GT e LMP.
Fernando Cruz
9 Dezembro, 2017 at 15:15
Lotterer já experimentou a F1 e a FE. Mas também podemos perguntar ao Jean-Eric Vergne ou ao Félix da Costa e qualquer um deles reconhece que em muitos aspetos a FE é mais desafiante para os pilotos, sendo até mais difícil evitar erros. E é onde estão muitos talentos que por falta de apoios financeiros ou outras vicissitudes não puderam chegar à F1 ou manter-se por lá. Quanto ao barulho, adoro o rugido dos motores da F1 dos anos 70 ou mesmo 80. Mas o passado não volta e o futuro pode mesmo ser esse som de nave espacial ou carrinho de feira, que faz tanta impressão a muitos e ao qual outros já se vão habituando.
João Pereira
10 Dezembro, 2017 at 14:26
Caro Fernando Cruz, se eu pudesse perguntar a alguém, pode crer que não o faria a esses experientes pilotos (de simulador) que menciona, mas talvez o fizesse a Buemi ou Heidfeld por exemplo.
De qualquer forma, a Fe talvez venha a ser “enriquecida” com o contributo do Campeão do Mundo de F1 2016 (ele diz estar interessado), mais um retirado da F1, que por acaso e só por acaso, nem teve coragem de defender o título, numa altura em que a Ferrari previsivelmente se iria tornar competitiva e Verstappen já tinha mostrado bem ao que vinha. Mas dado o nivelamento dos carros na Fe que como sempre acontece num troféu, gera sempre uma concorrência muito difícil e aguerrida que exige coragem para arriscar a reputação, acredito que o interesse dele seja mais como manager ou talvez director de equipa.
Talvez seja por ser um troféu, que o Lotterer diz que é um desafio maior que a F1, mas se é por esse ponto de vista, também a Porsche Cupo é.
Fernando Cruz
10 Dezembro, 2017 at 17:49
Basta analisar o ranking de pontos de todos os pilotos que já passaram pela FE para se compreender que não é nenhum troféu. Aliás nem na primeira temporada a FE foi um troféu, porque houve desde logo diferenças importantes entre as diversas equipas em termos de performance, fiabilidade, ritmo de desenvolvimento, etc. Apesar de haver muito mais equilíbrio do que na F1, não deixa de ser verdade que a Renault e.dams foi até agora e de longe a equipa mais sólida da FE, como se comprova pela presença dos seus dois pilotos entre os quatro primeiros deste ranking:
LUCAS DI GRASSI – 464
SEBASTIEN BUEMI – 456
SAM BIRD – 348
NICOLAS PROST – 302
JEAN-ÉRIC VERGNE – 278
JEROME D’ AMBROSIO – 209
NELSON PIQUET JR – 196
NICK HEIDFELD – 187
DANIEL ABT – 178
FELIX ROSENQVIST – 156
STEPHANE SARRAZIN – 128
LOIC DUVAL – 122
ANTÓNIO FÉLIX DA COSTA – 99
BRUNO SENNA – 92
ROBIN FRIJNS – 69
JOSE MARIA LOPEZ – 65
OLIVER TURVEY – 48
MITCH EVANS – 37
JAIME ALGUERSUARI – 30
EDOARDO MORTARA – 24
MARO ENGEL – 22
SCOTT SPEED – 18
PIERRE GASLY – 18
FRANCK MONTAGNY – 18
KARUN CHANDHOK – 18
ORIOL SERVIA – 16
CHARLES PIC – 16
JARNO TRULLI – 15
SALVADOR DURAN – 13
TOM DILLMANN – 12
MIKE CONWAY – 7
ALEX LYNN – 6
ADAM CARROLL – 5
ESTEBAN GUTIERREZ – 5
NATHANAEL BERTHON – 4
SIMONA DE SILVESTRO – 4
TAKUMA SATO – 2
VITANTONIO LIUZZI – 2
JUSTIN WILSON – 1
LUCA FILIPPI – 1
KAMUI KOBAYASHI – 0
MATTHEW BRABHAM – 0
ANTONIO GARCIA – 0
HO-PIN TUNG – 0
OLIVER ROWLAND – 0
FABIO LEIMER – 0
ALEX FONTANA – 0
JACQUES VILLENEUVE – 0
MARCO ANDRETTI – 0
ANDRÉ LOTTERER – 0
NEEL JANI – 0
SAKON YAMAMOTO – 0
MA QING HUA – 0
KATHERINE LEGGE – 0
MICHELA CERRUTI – 0
João Pereira
11 Dezembro, 2017 at 0:18
Meu caro, confesso que não sou Fan da Fe, e como tal não sigo tanto como outras modalidades que cheiram mais a gasolina queimada e menos a curto circuito.
A sua estatística sobre os pontos obtidos pelos pilotos, é apenas uma estatística e muito pouco esclarecedora, porque não toma em conta o número de corridas que cada piloto disputou. Apresenta tantos pilotos (55), que mesmo todos os carros estivessem disponíveis para todos eles participassem num eGP, nem só com meia corrida punha todos a correr, já que só há 40 carros disponíveis, Por isso não me venha com estatísticas. Para não falar na quantidade de pilotos geniais que constam da sua lista, eu só lá vejo um, e deixou de o ser ainda no século passado (Jacques Villeneuve), os outros nunca foram mais que medianos ou apenas bons pilotos num total de daz ou quinze. Viva Sakon Yamamoto, MA Qing Hua, Ho Pin Tung, e mais 30 de quem nunca se ouviu falar, incluindo Nicolas Prost, que nem em termos de fisionomia é parecido com o Pai (felizmente para ele no que diz respeito á fisionomia).
Quanto a equipas, não me fale de Renault e-Dams, fale-me de DAMS – Driot Arnoux Motor Spors em que o Arnoux é o René, que é uma equipa cuja experiência e bons resultados já vem do início da F3000 São quase 30 anos de experiência), lançando Olivier Panis, na mesma altura de Pedro Lamy e David Coulthard, e anos mais tarde esteve às portas da F1. É uma equipa que incluindo a F1 e Indycar, é das equipas mais experientes e com mais anos em monolugares, só que agora é a Renault que paga as contas, como patrocinador. Se quiser continuar a falar de equipas francesas, aposto que se a Oreca (Hughes De Chaunac) quiser entrar, embora tenha pouca experiência de monolugares, se tiver um construtor a financiar bem por exemplo a Toyota com quem tem uma excelente ligação no WEC, mas também nos ralis com os futuros FIA R4 cujo conceito é da Oreca e tem sido testado com base no Toyota Etios, chega ao fim da primeira época a vencer.
E sim, a Fe é um mero troféu com carros iguais e motores iguais em que o que muda é… a qualidade da equipa, a qualidade do financiamento e a qualidade do piloto, como em qualquer troféu, que em como qualquer corrida há melhores e piores, e para alguém chegar em primeiro, alguém tem que chegar em segundo, e até em último.
Sinceramente, quem acha que a Fe pode substituir as corridas de automóveis com tubo de escape, é tão optimista como quem acredita que pode deixar de fumar por chupar um cigarro eléctrico. Eu fumei duns e doutros durante 34 anos, e deixei de fumar sem cigarros eléctricos nem adesivos, por isso meu caro, acredite que quem é viciado a sério em corridas, mais depressa deixa de gostar de corridas, do que vai adoptar essas coisas pesadas, lentas, silenciosas e a cheirar a curto-circuito, que em vez de mudar de pneus e meter combustível em dois minutos (GT e Protótipos), obrigam o piloto a pegar “noutro charuto”.
Falta só ver quem é que vai gostar dos Roboracers, em que se pretende ter as corridas mais seguras do mundo, sem toques, acidentes ou saídas de pista… Espero que quando alguém se decidir a pagar-me para ir ver uma dessas, de slot cars automáticos, me forneça uma boa almofada, porque de certeza que o meu ressonar vai ser a coisa mais interessante durante a corrida, e isto só porque eu ronco como um verdadeiro carro de corrida.
A Fe é um troféu, e tem menos pilotos de qualidade que a Porsche Cup, simplesmente é um produto tipo fast food, vende muito mas sabe a pouco, e provavelmente nem é saudável.
Cumprimentos, boas corridas e há gostos para tudo. Tudo pode ser desporto, o Pole Dancing já o é, e aposto que até pode vir a ser Olímpico, só espero que as atletas não sejam proibidas de tirar a t-shirt como acontece no futebol.
João Pereira
9 Dezembro, 2017 at 13:41
Por uma vez Vettel tem razão. Como é que pessoas que clamam contra o barulho dos motores na F1, ou falta dele, são tão defensoras desses “humming cars”, pesadíssimos e todos iguais, quando os comparam com a Fe? Serão as mesmas que também comparam os carros todos iguais e pesados da Indycar com a F? A Fe é a alternativa para pilotos que por uma razão ou por outra não “couberam” na F1 e que assim conseguem ser falados muito por causa desta nova “obsessão” pela electricidade como não poluente e salvadora do planeta, embora muitíssimo dependente de combustíveis fósseis e de baterias produzidas com metais que desde a sua extracção já são mais do que duvidosos, e de cuja reciclagem ninguém fala.
Em termos desportivos, ficarei convencido quando alguém apresentar uma entrevista a um piloto da Fe, em que ele confirme que não preferia estar na F1, ou um piloto de F1 que diga que deixaria de bom grado a F1 para ir para a Fe. O mesmo se aplica à Indycar, em que um piloto vencedor na F1, nunca diz que se vai converter à Indycar abdicando de uma carreira vitoriosa na F1, salvaguardando é claro a excepção de Nigel Mansell, que mesmo bem sucedido (como é de esperar de qualquer piloto de F1 de mediano para cima), assim que terminou o seu contrato com a Newman-Haas, regressou a “casa” mesmo já estando a ficar velhote.
Comparar a Fe com a F1, é como comparar “marrons” com caramelos.
Aproveio para dizer que não falem de Alonso, porque esse não tem o objectivo de imigrar para a Indycar ou mesmo para a IMSA, o objectivo dele é bem claro, e tem a ver apenas com Indianápolis e Le Mans. Daytona no próximo ano, até é um bom treino para as duas… Chamem-lhe burro!…