Fórmula E, Pascal Wehrlein: “80% das qualificações desta temporada não vão importar”
Pascal Wehrlein minimizou a importância da qualificação na presente temporada de Fórmula E, após a corrida na Cidade do México ter demonstrado que é possível lutar pela vitória a partir de posições recuadas na grelha. As alterações no traçado do Autódromo Hermanos Rodríguez favoreceram ultrapassagens e estratégias agressivas de gestão de energia, alterando um dos cenários tradicionalmente mais dependentes da posição de partida.
Historicamente, o circuito mexicano figurava entre os mais difíceis para ultrapassar no calendário da Fórmula E, tornando a qualificação decisiva. Contudo, as modificações introduzidas recentemente permitiram corridas mais compactas e disputadas em pelotão, algo inédito naquela pista. O efeito foi imediato: Nick Cassidy venceu partindo do 13.º lugar, enquanto Wehrlein terminou em sexto depois de arrancar de 11.º.
O triunfo de Cassidy, sustentado por uma gestão exemplar de energia — um estilo que nunca antes tinha resultado em vitórias no México — reforçou a ideia de que a hierarquia inicial perdeu peso com os atuais Gen3 Evo. As duas primeiras rondas da época, em São Paulo e na Cidade do México, já mostraram grandes recuperações ao longo das provas, tendência que se antecipa continuar em Miami.
Atualmente quarto classificado no campeonato, a 17 pontos do líder Cassidy, Wehrlein mantém-se na luta pelo título, embora carregue um dado estatístico relevante: nunca venceu uma corrida de Fórmula E partindo de fora do top-9. Para aspirar a novo cetro mundial, o alemão reconhece que terá de explorar melhor oportunidades quando não arranca na frente, tirando partido das variáveis estratégicas e do desenrolar imprevisível das provas.
“Esperávamos que esta corrida fosse uma das mais difíceis para ultrapassar” disse Wehrlein ao RacingNews365. “Por isso, deveria ter sido uma das mais importantes para qualificar na frente. Acabou por acontecer que o Cassidy ganhou partindo de 13.º. Isto só te diz que, provavelmente, 80% das qualificações desta temporada não vão importar. Simplesmente não importa.”
“É claro que está tudo muito renhido e, dependendo da estratégia ou de como a corrida evolui, não é preciso arrancar da frente. E acho que isso é algo que provavelmente quero fazer de vez em quando. Somos sempre fortes quando partimos da frente. Também parecem existir oportunidades quando se começa fora do top-10, como no México, onde não otimizámos isso.”
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