Fórmula E no Mónaco: Félix da Costa perde pódio em acidente; de Nick Vries vence E-Prix
No cenário deslumbrante do Mónaco, Nyck de Vries orquestrou um triunfo memorável, garantindo à Mahindra uma importante vitória na Fórmula E. Contudo, o epílogo da corrida foi palco de um drama intenso, com António Félix da Costa a ser ‘eliminado’ por um erro crasso de Dan Ticktum.
António Félix da Costa esteve perto de assinar um resultado de relevo na primeira corrida do double-header do E-Prix do Mónaco, mas viu a prova terminar de forma abrupta após uma colisão com Dan Ticktum nas voltas finais. O piloto português seguia na luta pelos lugares do pódio — e rodava em terceiro já perto do fim — quando o toque à saída do túnel lhe arrancou uma roda do monolugar da Jaguar, forçando o abandono imediato. A vitória acabou por sorrir a Nyck de Vries, que deu à Mahindra um triunfo importante.
Félix da Costa passou do ataque à desilusão
Num fim de tarde que prometia ser positivo para o português, Félix da Costa foi uma das figuras da corrida enquanto a estratégia ganhou peso decisivo nas ruas do Principado. A estreia do formato “Pit Boost”, com paragem obrigatória de 30 segundos para carregamento rápido de energia, baralhou o desenho da prova e abriu espaço a múltiplas mudanças de posição.
Foi nesse contexto que o piloto da Jaguar surgiu em destaque. Segundo o desenrolar da corrida, Félix da Costa foi o primeiro a activar o Attack Mode, na volta 15, e, já na volta 17, ascendeu de forma contundente à liderança, mostrando a eficácia de uma utilização bem temporizada do reforço de potência. Embora tenha acabado por não ser classificado, deixou a marca de quem tinha encontrado um caminho competitivo numa corrida marcada por xadrez estratégico permanente.
A prestação do português ganha ainda maior relevo quando se observa o desfecho: partira de oitavo, registou uma melhor volta em 1:28.528 e estava plenamente inserido na discussão dos lugares da frente antes do incidente que arruinou a recuperação. E bem precisava dela…

Acidente com Ticktum dita abandono
O momento decisivo chegou nas voltas finais, quando os candidatos ao pódio rodavam separados por margens mínimas. À saída do túnel, Dan Ticktum moveu o monolugar em travagem, deixou Félix da Costa sem espaço e provocou um choque inevitável. O Jaguar do português ficou de imediato danificado, perdeu uma roda e parou pouco depois.
A direção de corrida neutralizou a prova, primeiro com Full Course Yellow na volta 27 e depois com o Safety Car até à meta, congelando as posições. No final, a responsabilidade de Ticktum foi considerada evidente e o piloto da CUPRA KIRO recebeu uma penalização de 33 segundos, caindo para o 12º lugar.
De Vries confirma domínio em corrida marcada pelo infortúnio português
De Vries executou a estratégia perfeita! Se para Félix da Costa o desfecho foi frustrante, do lado da Mahindra o Mónaco confirmou uma corrida irrepreensível. Antigo campeão da categoria, Nyck de Vries fez valer a experiência para concretizar uma estratégia paciente e eficaz.
Depois de arrancar da segunda posição, o neerlandês passou grande parte da corrida a seguir o líder, Dan Ticktum, sem comprometer a gestão de energia. A equipa utilizou o Attack Mode como resposta tática e colocou o piloto na posição certa para aproveitar a neutralização tardia que voltou a compactar o pelotão. A partir daí, de Vries controlou a fase final e garantiu um triunfo descrito como um regresso pleno ao lugar mais alto.
Recuperações marcam classificação final
A corrida ficou também marcada por várias recuperações expressivas no pelotão. Sébastien Buemi subiu de 18∘ a 5º, numa das prestações mais consistentes da tarde, enquanto Josep Maria Martí assinou a surpresa do dia ao escalar do 15º posto até ao pódio, oferecendo à CUPRA KIRO um resultado de relevo.
Em sentido oposto, Dan Ticktum viveu o reverso da moeda. Depois de conquistar a primeira pole da carreira e liderar grande parte das 29 voltas, o britânico viu a vantagem desaparecer com a neutralização tardia e caiu para o 12º lugar final. Para Félix da Costa, contudo, a leitura mais dura mantém-se: esteve no sítio certo para lutar pelos pontos grandes, mas voltou a ver a corrida fugir-lhe quando mais importava.
Ainda assim, para o público português, a principal leitura da corrida passa inevitavelmente pelo que escapou a Félix da Costa. O Mónaco podia ter representado uma boa operação no campeonato; acabou, em vez disso, por acrescentar mais um fim de semana interrompido por um acidente quando o piloto lisboeta estava, finalmente, na posição certa para capitalizar.
FOTO by Simon Galloway_LAT Images
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Pity
16 Maio, 2026 at 16:24
Acidentes acontecem, fazem parte das corridas, mas é sempre o mesmo grupinho a causá-los. É o Tictum, é o Cassidy (hoje não), é o Mortara, o Günter, o Müller…
Seja com o AFC ou com outro, é muito chato abandonar por erros alheios, principalmente quando se está bem posicionado.
Sim, o AFC também já contribuiu para a “festa”, mas muito menos do que os outros que eu citei.