Fórmula E, Félix da Costa: “Sítio errado, hora errada, mais uma vez” (vídeo)
Declarações recolhidas por José Caetano, desde a Cidade do México.
António Félix da Costa voltou a sair do México sem pontos, numa corrida em que tinha andamento para lutar pelo top 10 e até pelo pódio, mas que acabou marcada por problemas no carro e por um incidente em cadeia com Nick Cassidy e Max Günther. O português soma assim o segundo zero consecutivo, numa prova em que também o colega de equipa Mitch Evans ficou em branco, deixando a Jaguar sem qualquer ponto. Em declarações ao AutoSport /E-Auto, AFC fez o balanço do dia, lamentou os pontos perdidos, mas aponta já a Daytona, o próximo desafio.
“Foi um dia complicado”
O fim de semana começou bem, com bom ritmo nos treinos, mas tudo se complicou antes da qualificação. “Foi um dia complicado. Tivemos muito rápidos, ontem andámos muito bem nos treinos. Hoje de manhã, no treino livre, tive um problema eletrónico, não demos nem uma volta. Tivemos que ir direto para a qualificação, onde só tens uma volta, basicamente”, explicou Félix da Costa. Ainda assim, o português saiu satisfeito com a forma como reagiu à pressão: “Considerando isso, foi uma grande qualificação, qualifiquei em quinto do grupo, em décimo em geral. Foi a minha primeira e única volta rápida do dia e eu estava confiante pois estivemos rápidos o fim de semana todo.”
Pneu danificado e carro desequilibrado
Em corrida, o português integrou o grupo da frente e colocou-se na luta pelos lugares pontuáveis, mas a prova começou a descambar logo nas primeiras voltas. “Não sei o que é que aconteceu, à quinta volta o meu pneu da frente esquerdo delaminou”, contou. O problema alterou o comportamento do carro e tornou a condução muito mais complicada: “Fiquei com muitos problemas na direção no carro, não conseguia virar o carro como eu queria e fez-me gastar mais energia. Ainda assim, Félix da Costa acreditava que havia margem para salvar o resultado: “Ia dar para marcar pontos.”
Unlucky for Da Costa 🫣
A big moment leads to an early race-end for the Jaguar driver in Mexico City@Hankook_Sport #MexicoCityEPrix pic.twitter.com/edoxObRs7t
— Formula E (@FIAFormulaE) January 10, 2026
Toque em cadeia com Cassidy e Günther
A esperança acabou por ruir num incidente a meio do pelotão, em que o português acabou envolvido sem grande margem de manobra. “Depois levei ali com o toque do Cassidy e isso acabou a corrida para mim”, resumiu. O luso assumiu a frustração pelo desfecho, mas recusou atribuir tudo a sorte ou azar: “Sítio errado, hora errada, mais uma vez. Eu não acredito nem na sorte, nem no azar, já tive uma posição parecida com isto no passado. É continuar a trabalhar, cabeça para baixo, e acreditar que as coisas vão acontecer.”
Passagem pelos comissários e decisão
Depois da corrida, Félix da Costa passou largo tempo com os comissários desportivos, enquanto o incidente era analisado. “O acidente envolveu o Cassidy. Ele acaba por ganhar a corrida e a direção de prova considerou um acidente de corrida. Eu bato no carro que está à minha esquerda [Guenther] porque levo uma pancada do Cassidy primeiro e então consideraram um incidente de corrida.” Ainda assim, houve um ponto positivo a retirar: “Pelo menos não temos nenhuma penalização para a próxima corrida.”
TIME FOR QUALI ⏰
António: Group A
Mitch: Group B
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— Jaguar TCS Racing (@JaguarRacing) January 10, 2026
Zero pontos e reação para Miami e Daytona
O balanço deste arranque de campeonato está longe do desejado, tanto a nível individual como coletivo. “Vou para casa um bocadinho frustrado. Temos muito potencial neste carro, fomos muito rápidos e estamos com zero pontos no campeonato. Não é aceitável, não é para isso que aqui estamos”, assumiu, lembrando também o fim de semana difícil da equipa: Evans também não pontuou, deixando os dois carros de mãos vazias.
Apesar disso, Félix da Costa vira já a página e olha para os próximos desafios como oportunidade de resposta. “Miami no final do mês, entre Miami e hoje ainda temos as 24 Horas de Daytona. Tenho umas contas a ajustar com aquela corrida, o ano passado íamos à frente quando o carro partiu a caixa de velocidades”, recordou. E deixou clara a motivação com que encara o que aí vem: “Vamos com a mesma equipa, o mesmo carro, os mesmo pilotos. Vou para vingar o que nos aconteceu no ano passado.”
Foto: Fórmula E
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