Dale Earnhardt (1951-2001): Chamavam-lhe ‘Intimidator’


Quando se fala do folclore americano, não é apenas de música “country”, “cowboys” e Hollywood. Fala-se, também, daquelas pessoas que se tornaram ícones de uma geração, de uma mentalidade, de um certo e muito particular “way of life”. Dale Earnhardt, “The Intimidator”, é um desses ícones. Uma fama que se imortalizou quando perdeu a vida, na luta pelo comando de uma corrida, na última volta das 500 Milhas de Daytona de 2001 – uma data que a edição deste ano da mítica prova comemora, com ternura, pompa e circunstância.


E, claro, muito “merchandising” pelo meio. Dale Earnhardt, quando nasceu, tinha já o destino traçado. Muito jovem mesmo, olhando as façanhas do seu pai Ralph, correndo e vencendo pelas pistas do sudoeste americano, Dale decidiu depressa aquilo que queria ser – piloto de automóveis.
Começou a correr nas pistas dos arredores de sua casa, em Kannapolis, Carolina do Norte. Para isso, tinha que trabalhar durante todo o dia, muma oficina, montando e desmontando pneus. Mas esta foi apenas uma fase. Depressa foi conhecendo o sucesso, subindo de categoria, até atingir o campeonato principal da NASCAR.

A sua forma decidida e, digamos, viril, de estar em pista, nunca demonstrando receio e atacando sempre, mesmo quando tudo parecia perdido, mereceram- lhe o cognome de “Intimidator”. Quando bateu no muro de Daytona, quebrando o pescoço e morrendo antes dos socorristas chegarem, era um dos pilotos mais bem pagos da cena das corridas. Tinha ganho até então mais de 40 milhões de dólares. E, também, sete
títulos na categoria e quase todas as corridas, pelo menos uma vez na vida.