Dakar: Peugeot e Toyota ‘pegadas’
O ano passado a Peugeot dominou o Dakar a seu bel-prazer o ponto da ASO substituir os cronómetros por ‘calendários’, mas este ano os regulamentos foram alterados e tiraram gás aos buggy, como os Peugeot e aligeiraram os 4X4, como as Toyota Hilux, de modo a ver se o cronómetro ainda era suficiente para a questão…
Mas nem isso foi suficiente para acalmar as hostes, e pelos vistos, os homens da Toyota queixam-se agora de não terem sistema de enchimento/desenchimento de pneus ‘in car’, tal como os buggy têm, e que lhes permitiu darem-se melhor com as dunas de areia mole da etapa de ontem.
E Bruno Famin, Diretor da Peugeot Sport, não foi meigo: “Isso é um bocado estúpido” disse ao Motorsport.com: “Com a vantagem que têm este ano em termos de peso, suspensão, como podem dizer uma coisa dessas? Vejam a potência que têm no motor, com um restritor de 38 mm, têm mais de 400 cv ao nível do mar, onde estão as dunas. Eles devem é trabalhar mais nos carros e queixarem-se menos” disse Famin.
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João Pereira
11 Janeiro, 2018 at 19:49
Eu acho que o maior problema da Toyota nas dunas é a falta de binário a baixa rotação, o que obriga a elevar a rotação e consequentemente as rodas “esgravatam” mais a areia e os carros atascam. Agora com o começo de etapas em altitude, também deverão continuar com problemas, porque o seu motor é atmosférico, enquanto os sobrealimentados da BMW e Peugeot poderão compensar mais a perda de potência, causada pelo ar rarefeito, pelo que só na fase final da prova, já na Argentina poderão recuperar alguma coisa a Peterhansel e talvez também a Sainz, nas pistas mais “tipo rally”, com o seu piso duro, em que Nasser Al-Attyah deverá estar mais à vontade para usar os tais 400+Hp contra a desajeitada enorme largura dos Peugeot, mas nessa altura já será tarde, porque o francês estará tranquilo e a gerir andamento, e como Sainz, que também estará mais à vontade nesses pisos, o combativo Nasser vai ter que correr muitos riscos, ou resignar-se, coisa que não é certamente uma das suas características, pelo que acredito que a “dobradinha” da Peugeot será inevitável enquanto o qatari provavelmente deixará metade da sua Toyota “agarrada” a um pedregulho numa tentativa desesperada de pelo menos se intercalar entre os dois Peugeot, até porque Ten Brinke e De Villiers não terão dificuldade em garantir que a Toyota fica mesmo com o terceiro lugar.
É claro que isto é futurologia muito avançada, porque ainda a procissão ainda vai a meio, e qualquer um pode tropeçar, mas a segurança e paciência com que Peterhansel tem controlado esta difícil prova, sem erros e poupando a mecânica, é algo que só ele sabe fazer graças à sua enormíssima experiência e atitude tranquila de quem sabe que se “os deixar pousar, eles depois apanham-se à mão”.
Mas voltando ao tema inicial, quanto a mim os problemas da Toyota, são resultado da sua teimosia de há muitos anos a esta parte, em andar com motores atmosféricos a gasolina, enquanto primeiro a VW, depois a BMW, a Mini e ultimamente a Peugeot andarem a vencer tudo ou quase tudo com os seus Turbodiesel a fazerem maravilhas com o seu enorme binário a baixa rotação na areia, e em altitude com os seus turbos, até porque têm as 4WD para compensar a falta do sistema de regulação da pressão dos pneus em andamento.
Senna Rossi
11 Janeiro, 2018 at 21:36
Eu tenho pena dos 2WD vencerem no “Dakar” 🙁 quando for a Marrocos vou levar um 208
Senna Rossi
11 Janeiro, 2018 at 21:37
Ah e sou fan da Peugeot 205 T 16 Dakar e posteriormente 405
T 16
João Pereira
11 Janeiro, 2018 at 22:00
Não tenho preferência, mas a Peugeot não é certamente das minhas favoritas em termos desportivos, seja no que for, aliás nem a Citroën, de que ainda gostei quando era dirigida pelo Guy Fréquelin (o que envolve claro os tempos dos ZX Rallye Raid).