Dakar, Etapa 9 – Camiões: Loprais vence, van den Brink mantém distâncias

Por a 13 Janeiro 2026 17:06

Ales Loprais / David Kripal / Jiri Stross   Iveco Powerstar triunfaram na muito disputada etapa 9 do Dakar 2026. Com 410km de grande dificuldade, as contas da etapa nos camiões não foram faceis de fazer numa etapa que viu Martin Macik / Frantisek Tomasek / David Svanda (Iveco Dakar Evo4) liderar grande parte do dia. Vaidotas Zala / Paulo Fiuza / Max Van Grol  (Iveco Powerstar) passaram também pelo topo da tabela, mas foi mesmo Loprais a fazer o melhor tempo, subindo ao pódio da geral dos camiões que é liderada por Mitchel Van Den Brink / Bart Van Heun / Jarno Van De Pol (Iveco Powerstar).

O filme da etapa

Com uma vantagem a rondar os 40 minutos na geral, Mitchel Van Den Brink entrou na segunda etapa‑maratona do Dakar 2026 com uma margem confortável. Atrás dele, a pressão vinha de dois lados bem definidos: Vaidotas Zala, recém‑chegado ao segundo lugar provisório, disposto a capitalizar qualquer deslize, e o bicampeão Martin Macík, relegado ao terceiro posto, a cerca de 50 minutos.

O início da especial parecia confirmar que Van Den Brink estava disposto a não se limitar a gerir. Aos 41 km, o neerlandês liderava por estreita margem, mas, como tantas vezes sucede no Dakar, a hierarquia começou a mudar depressa. À passagem pelos 78 km, Martin Macík fez valer a experiência e a velocidade que o tornaram referência entre os camiões: assumiu o comando da etapa, virou o jogo a seu favor e ganhou 38 segundos ao rival direto, com Zala a assistir de perto, em terceiro, a cerca de 1m30s. Mais atrás.

A meio da especial, a etapa ganhou contornos de braço‑de‑ferro entre o campeão em título e o líder da geral. Aos 147 km, Macík continuava na frente, embora a vantagem se tivesse reduzido: Van Den Brink reagira e estava de novo a apenas 18 segundos, enquanto Zala também encurtava distâncias para exatamente um minuto. Ales Loprais surgia então no quarto lugar, a 1m42s, numa posição de observador perigoso, pronto a aproveitar qualquer erro dos três da frente. Pouco depois, aos 186 km, a dinâmica interna do trio alterou‑se: Macík mantinha a liderança, mas Zala aproximava‑se rapidamente, reduzindo a desvantagem para 42 segundos; Van Den Brink, por sua vez, abrandara o ritmo, caindo para quarto, a 2m17s, ultrapassado por Loprais, agora terceiro com 15 segundos de vantagem sobre o neerlandês. Huzink, quinto, já se via a mais de sete minutos, isolado numa terra de ninguém.

À entrada para a parte final, o cenário parecia estabilizar. Depois de 222 km, não havia grandes mudanças: Macík geria a dianteira com aparente controlo, mantendo Zala a 1m18s e Loprais firmemente instalado em terceiro, a 2m14s. Van Den Brink, em quarto, não conseguia encurtar a diferença, continuando a cerca de 2m30s do líder da etapa.

Mas o Dakar raramente permite que um plano se cumpra até ao fim sem sobressaltos. Depois dos 252 km, a etapa virou‑se de repente contra Martin Macík. O camião parou em plena especial, vítima de um problema mecânico, e ficou imobilizado durante quase uma hora. A ausência forçada de Macík abriu inevitavelmente a porta a Vaidotas Zala. Aos 271 km, assumiu a liderança da etapa, confirmando o papel de perseguidor implacável que já vinha a desempenhar na geral.

Ainda assim, nada estava decidido: Loprais apareceu em segundo, a 1m16s, pronto a atacar, e Van Den Brink mantinha‑se muito perto, a apenas 1m33s, claramente a gerir o equilíbrio entre não correr riscos excessivos e não oferecer tempo grátis a um rival direto na classificação absoluta. Lá atrás, a diferença para o resto do pelotão tornara‑se significativa.

Já na parte derradeira da especial, porém, foi a vez de Zala sentir a dureza da etapa. À passagem pelos 351 km, tinha perdido tempo precioso e escorregado para terceiro, agora 2m47s atrás do novo comandante: Ales Loprais. Van Den Brink, por seu lado, aproximava‑se sorrateiramente, reduzindo a diferença para 1m48s, enquanto Kay Huzink cortava a desvantagem pela metade em relação à situação dos 271 km, colocando‑se a cerca de 4m06s do líder.

A etapa terminou com Loprais na liderança, com 1min53 seg. de vantagem para Zala, e mais de cinco minutos para van den Brink. Nas contas da geral, van den Brink mantém-se líder, com 35 minutos de vantagem para Zala e Paulo Fiuza, com Loprais agora em terceiro e Macik a cair para a sexta posição.

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