Dakar, Etapa 12 – SSV: Ferioli triunfa, Monteiro segundo e Heger prepara a festa
A etapa 12 dos SSV não mudou o rumo do Dakar 2026, com Brock Heger / Max Eddy (Polaris Rzr Pro R), “intocáveis” na geral com mais de uma hora de vantagem e já com seis vitórias em especiais. Heger optou desta vez por uma abordagem claramente controlada, enquanto Jeremias Gonzalez Ferioli / Gonzalo Rinaldi (Brp Can-Am Maverick R) aproveitou o dia para assinar uma vitória categórica, a segunda desta edição, num cenário em que Johan Kristoffersson / Ola Floene (Polaris Rzr Pro R) viu ruir uma exibição quase perfeita com um capotanço já dentro da reta final.
Heger partiu de Al Henakiyah rumo a Yanbu com 1h06m de margem sobre Kyle Chaney / Jacob Argubright (Brp Can-Am Maverick R) e Xavier De Soultrait / Martin Bonnet (Polaris Rzr Pro R) solidamente em terceiro, a 1h27m54s. Nesse contexto, o foco de Heger era outro: blindar a geral e preparar o ataque final ao segundo título consecutivo, mais do que entrar em guerra por mais uma vitória de etapa.
Quem não tinha qualquer intenção de gerir foi Johan Kristoffersson. O oito vezes campeão do Mundo de Rallycross voltou a mostrar que a adaptação ao Dakar está a ser meteórica: aos 45 km já liderava a etapa, 22 segundos à frente de João Monteiro / Nuno Morais (Brp Can-Am Maverick R) e 45 sobre Hunter Miller / Jeremy Gray (Brp Can-Am Maverick R). Heger, pelo contrário, surgia discreto, a mais de três minutos do sueco, com De Soultrait em sétimo, a 1m39s, num início que deixava claro que os Polaris oficiais estavam a jogar estratégias diferentes.
Com o desenrolar da especial, Kristoffersson consolidou a sua posição. Aos 94 km, aumentara a vantagem para 1m05s sobre Jeremias González Ferioli, que subira a segundo, deixando Monteiro em terceiro. Heger continuava a perder tempo, agora já a 4m33s do líder, num ritmo que confirmava a opção de não entrar em risco numa fase em que o título estava praticamente assegurado. Aos 134 km, o sueco mantinha 1m37s sobre Ferioli, com Monteiro em quinto, enquanto o cronómetro mostrava Heger já a 7m22s da frente, mas ainda colado a Chaney na luta interna da Polaris, a menos de sete minutos do compatriota e sem qualquer ameaça real à sua liderança na geral.
Aos 223 km, o cenário parecia cristalizar-se: Kristoffersson continuava na frente, mas Ferioli recusava ceder, mantendo-se a pouco mais de um minuto e alimentando a expectativa de um final à lupa. Heger, por sua vez, seguia em modo pura gestão. Foi precisamente nessa altura que o Dakar mostrou, uma vez mais, a sua crueldade. Por volta dos 250 km, Kristoffersson capotou o seu SSV, perdendo de imediato a liderança que tinha sustentado desde o início. A dupla saiu ilesa e conseguiu regressar à pista, mas a hipótese de uma primeira vitória no Dakar evaporou-se ali, na areia saudita, a escassos quilómetros de transformar uma exibição brilhante em triunfo.
Jeremias González Ferioli não desperdiçou a oportunidade. O argentino assumiu o comando aos 258 km e confirmou a liderança no último ponto intermédio, aos 288 km, com uma vantagem já demolidora: 6m24s sobre João Monteiro, 7m33s sobre Hunter Miller e 7m54s sobre De Soultrait. Heger, tranquilo na sua estratégia, surgia em sexto, a mais de 11 minutos, perfeitamente dentro do plano de controlo absoluto da classificação geral.
Na meta, Ferioli celebrou a segunda vitória em etapas deste Dakar — depois do sucesso na sétima especial — com “uma rua” de vantagem sobre a concorrência: 6m55s sobre João Monteiro, que assinou um excelente segundo lugar num dia em que precisava de um resultado forte para reforçar moral e estatuto, e 7m39s sobre Hunter Miller, que completou o pódio. De Soultrait fechou a especial em quarto, confirmando a sua consistência e mantendo vivas, matematicamente, as contas para tentar ainda atacar o segundo lugar de Chaney na geral na derradeira etapa. Helder Rodrigues / Gonçalo Reis Polaris Rzr Pro R Sport foram 15º neste dia.
No fim da 12.ª etapa, a fotografia da SSV é clara: Brock Heger continua intocável na frente, com uma margem que lhe permite abordar o último dia com a confiança de quem está a uma especial de um segundo título consecutivo. Kyle Chaney tem uma boa margem para Xavier de Soultrait e Monteiro é quarto, posição que deverá manter na última etapa.
Foto: Dakar
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