Dakar: Como foram os triunfos nos SSV, Camiões e Quads
SSV: Chaleco Lopez bisou
Não foi fácil mas ‘Chaleco’ Lopez bateu a concorrência na sua 10ª maratona. O chileno teve que ir buscar o melhor de si, especialmente depois dos problemas mecânicos no seu SSV na etapa 6. Perante a adversidade, o veterano sul americano apelou a toda a sua experiência para recuperar sem esticar demasiado a corda. Chaleco López mostrou sempre uma excelente consistência até ao início da sexta etapa, durante a qual sofreu problemas mecânicos e depois de perder uma hora, este significativo contratempo colocou-o 36 minutos atrás do líder da corrida, Aron Domżała, antes do dia de descanso. No entanto, o chileno reagiu bem e venceu as três especiais seguintes, voltando ao topo dos T4, três dias antes do final da prova. A partir daí, López defendeu bem a sua liderança, controlando o andamento dos seus rivais, Seth Quintero (T3), Aron Domżała ou Austin Jones, conseguindo uma segunda vitória, após o seu triunfo em 2019.
Nos SSV venceu com 17m23s de avanço para Austin Jones e 51m53s para Aron Domzala. Nos T3, o melhor classificado Josef Machacek, numa categoria que deverá ser a última vez que corre como Lightweighted Vehicles, pois não se compreende a razão pela qual protótipos criados por fabricantes especializados, correm lado a lado com veículos de produção, ainda por cima quando estes dominam por completo os protótipos apesar de nomes como Seth Quintero, o mais jovem a vencer etapas no Dakar aos 18 anos, Kris Meeke, ou também Cristina Gutiérrez, que se tornou a primeira mulher a saborear uma vitória em etapas no Dakar desde Jutta Kleinschmit em 2005.
CAMIÕES: A primeira de Dmitry Sotnikov
Não foi tanto a velocidade mas sim a consistência que deram a Dmitry Sotnikov (Kamaz) a sua primeira vitória no Dakar. O russo ganhou sempre pelo menos uma etapa depois do ano de estreia em 2015, e por isso era um legítimo favorito na corrida de camiões este ano, mas enquanto no ano passado o seu companheiro de equipa, Andrey Karginov (Kamaz) venceu sete etapas, este ano Sotnikov apostou claramente na consistência, e essa deu dividendos, triunfando com que 40 minutos de avanço para Anton Shibalov (Kamaz) com Airat Mardeev (Kamaz) em terceiro a 1h14m.
Nas 12 etapas do programa, só numa a equipa da Kamaz não terminou sempre entre as três primeiras. Depois de Karginov perder mais de uma 1h30m na primeira etapa, Sotnikov subiu ao topo da classificação geral e não mais o largou, deixando apenas algumas ‘migalhas’ de conforto para os seus rivais, particularmente Anton Shibalov, que ganhou duas etapas. Este triunfo deu à Kamaz o seu 18º triunfo no Dakar e o quinto consecutivo, igualando o recorde estabelecido pela Kamaz entre 2002 e 2006, bem como pela Mercedes de 1982 a 1986. O piloto checo, Martin Macík (Iveco), que venceu três etapas nesta edição dominada pelos russos, vai ter de tentar outra vez no próximo ano, ele que foi quarto a 1h45m, ele que chegou a ser 3º da geral no final da etapa 4. Ales Loprais (Praga) foi quinto a duas horas, e só deu um ar da sua graça no primeiro dia de prova com o segundo lugar da geral. A Kamaz há-de perder um dia, não está é para breve…
Quads: A primeira de Manuel Andújar
Manuel Andujar aproveito bem o abandono prematura de Nicolas Cavigliasso para vencer o Dakar pela primeira vez nos Quads. Desta feita a Argentina tem duas razões para celebrar, isto depois dos argentinos já terem no seu currículo seis triunfos em ocasiões anteriores desde a criação oficial da categoria em 2009. No entanto, entre os pretendentes ao triunfo, a maior parte das apostas iam para Nicolás Cavigliasso, mas a cedência do motor na etapa maratona foi ‘fatal’. Manuel Andújar, já com uma vitória numa etapa, estava bem colocado para aproveitar, e foi o que fez, assumindo o controlo da prova até final, terminando mais de meia hora na frente do chileno Giovanni Enrico, que ao vencer a etapa 11, passou o norte-americano Pablo Copetti, isto depois do francês Alexandre Giroud ter abandonado na etapa 11 quando era segundo da geral.
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