Dakar 2022: Uma centena de SSV

Por a 27 Dezembro 2021 09:22

Desde 2017 com os SSV correm no Dakar, agora separados entre as categorias T3 e T4. É uma categoria intermédia que continua em forte crescimento, e que permite, por exemplo que muitos motard possam fazer uma transição mais ‘suave’ para os autos. Nos T3 encontramos, entre outros, nomes como Josef Machacek, Mitchel Guthrie, Seth Quintero, Sebastian Eriksson o Guillaume De Mevius, no T4, o mesmo, com ‘Chaleco’ López, Aron Domzala, Austin Jones, Molly Taylor o Sergei Kariakin e Gerard Farrés. Todos os anos têm aparecido novos nomes a intrometerem-se entre os mais competitivos, sendo que é muito difícil atribuir grandes favoritismos.

Olhando para os números das provas anteriores, Chaleco Lopez foi o primeiro a bisar um triunfo. Depois de ter ganho a prova de 2019, repetiu o feito em 2021. em termos de marcas a Can-Am tem três triunfos, a Polaris, um.

Recuperando um pouco a história os Side by Side (SSV) chegaram ao Dakar em 2017, curiosamente com uma íntima ligação à língua de Camões. As primeiras duas duplas a vencer entre os SSV foram provenientes do Brasil: Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin, em 2018, e Leandro Torres/Lourival Roldan no ano de estreia da categoria, 2017.

Em 2019, ano em que a competitividade dos SXS cresceu fortemente no Dakar. Em 2017, quando a categoria se estreou, nem 10 inscritos existiram, nesse ano, foram mais de 100.

O vencedor foi ‘Chaleco’ Lopez, na frente de Gerard Farres e Reinaldo Varela.

Em 2020, 47 duplas, com Casey Currie e Sean Berriman a vencer. A dupla norte-americana do Can-Am Maverick da South Racing levou a melhor sobre Sergei Kariakin e Anton Vlasiuk (Can Am). A completar o pódio ficaram Francisco ‘Chaleco’ Lopez e Juan Vinagre (Can Am). Esta foi de longe a categoria mais aberta da prova.

Em 2021, a categoria dividiu-se pela primeira vez em T3 e T4 e Chaleco Lopez bisou. O chileno teve que ir buscar o melhor de si, especialmente depois dos problemas mecânicos no seu SSV na etapa 6. recuperou e voltou ao topo dos T4, três dias antes do final da prova. A partir daí, defendeu bem a sua liderança, controlando o andamento dos seus rivais, Seth Quintero (T3), Aron Domżała ou Austin Jones, conseguindo uma segunda vitória, vencendo com 17m23s de avanço para Austin Jones e 51m53s para Aron Domzala. Nos T3, o melhor classificado foi Josef Machacek.

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