Depois de três triunfos em cinco anos, a Peugeot deixou o Dakar (o ano passado só Sébastien Loeb correu) e Toyota e Mini a lutarem sozinhas, pelo que depois de no primeiro round a Toyota ter levado a melhor, resta saber se os Buggy da X-Raid já estão em condições de dar luta aos Toyota. Ao contrário da Mini, a Toyota esteve quase perfeita o ano passado.
Do lado dos homens da X-Raid, problemas de juventude assolaram os Buggy. Coisas como, por exemplo, ajustar a pressão dos pneus dos carros deram imensas dores de cabeça à equipa, e isso foi decisivo no escalonamento final da prova. Para este ano, há uma forte incógnita, que é exacerbada pelo facto de ninguém conhecer o terreno, já que o equilíbrio de conceitos, do Mini da X-Raid, de duas rodas motrizes, face às quatro rodas motrizes das Toyota Hilux, será muito determinado pelo terreno escolhido pela ASO.
Em teoria, quanto mais areia, melhor para os buggy, mas a ASO não deverá ter deixado de pensar neste ponto importante, e, por isso, equilibrado as coisas a esse nível.
O ano passado, a meio da prova a marca vencedora já estava praticamente encontrada e daí para a frente foi só uma questão de fugir das armadilhas e manter um bom ritmo. A Toyota fez história ao vencer o Dakar pela primeira vez e Nasser Al-Attiyah assegurou o seu terceiro triunfo, numa prova que dominou quase por completo. Nani Roma levou o seu Mini 4X4 ao segundo lugar, a 46 minutos do vencedor, e Sébastien Loeb terminou no pódio com o Peugeot da PH Sport. Os buggy Mini da X-Raid não desiludiram,
mas também não brilharam. Resta saber o que vão ser capazes de fazer este ano.










