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Arrancou o Dakar 2023: tudo o que há para saber… até agora | AutoSport

Arrancou o Dakar 2023: tudo o que há para saber… até agora

Por a 3 Dezembro 2022 10:52

Falta já bem menos de um mês para o arranque da grande maratona do Todo o Terreno mundial. Pelo quarto ano seguido na Arábia Saudita, em três provas, três vencedores diferentes. Vamos ver se a ‘tradição’ se mantém…

Já são conhecidos os detalhes da 45ª edição do Dakar, que terá lugar pela quarta vez na Arábia Saudita, de 31 de dezembro de 2022 a 15 de janeiro de 2023. Feita a apresentação pelo Diretor de Corrida, David Castera, há muitas e boas novidades.
O percurso foi desenhado entre dois mares, há 15 dias de corrida, incluindo uma ‘excursão’ de quatro dias ao famoso ‘Empty Quarter’, uma zona do globo em que há areia, areia, e mais areia, maioritariamente em altas dunas, onde ver sinais de vida, inclusivamente insetos, é muito difícil.
A distância total a percorrer ascende aos 8549 km, dos quais 4706 km serão percorridos contra o cronómetro. São esperados 365 veículos na linha de partida, que neste momento já ‘caminham’ para uma praia do Mar Vermelho, onde será montado o bivouac de arranque do Dakar 2023. As primeiras imagens serão com o mar como pano de fundo, mas a água só se volta a ver no final da prova.
À margem das lutas pela primazia entre as estrelas principais da disciplina, neste que é o arranque do segundo ano de Mundial de Todo-o-Terreno, os bivouac serão também ‘casa’ para uma centena de veículos do Dakar Classic, a corrida pela consistência reservada aos veículos dos anos 80 e 90, cujo patrono deste ano é o mítico Jacky Ickx, vencedor da prova em 1983, há precisamente 40 anos.

Mais dificuldades
Como é natural, a excitação aumenta à passagem de cada dia, à medida que se aproxima o grande desafio, que também é suscetível de dar aos pilotos, navegadores e respetivas equipas algum nervosismo, até porque David Castera deixou a ameaça na apresentação: “pediram dificuldades e foi isso que fizemos, aumentámo-la!”
O programa cabe em quinze dias, incluindo catorze etapas precedidas por um prólogo disputado em torno do ‘Sea Camp’, a primeira nova característica do dia-a-dia do rali. Embora já tenham andado pelas margens do Mar Vermelho desde 2020, pela primeira vez os concorrentes serão reunidos durante todo o período de verificações bivouac XXL, numa pequena cidade montada à beira mar. Depois, começam os desafios desportivos à medida que se familiarizam com os locais já conhecidos de AlUla, Ha’il ou Riade, antes de passarem quatro dias no ainda inexplorado deserto do ‘Empty Quarter’: “esta gigantesca zona em que a areia é rei, especialmente na sua forma mais majestosa: as dunas”, insiste David Castera. A areia será bem e verdadeiramente o ingrediente dominante no menu, cuja sobremesa será servida numa praia, em Dammam, mas desta vez nas margens do Golfo Arábico.
Ao longo deste ‘passeio’ pela Arábia Saudita, as estrelas da disciplina vão tentar sobrepor-se umas às outras, não só pelas suas capacidades de pilotagem, mas também devido aos seus talentos de navegação e, ainda mais do que o habitual, à sua aptidão para a resistência extrema, uma vez que está programada uma etapa de maratona para o final do rali (etapas 11-12). É provável que no final deste teste ainda mais complicado a hierarquia final da prova tenha sido decidida: entre as KTM de Kevin Benavides e Matthias Walkner, as motos GasGas do vencedor de 2022, Sam Sunderland e o seu companheiro de equipa Dany Sanders, as Honda de Adrien Van Beveren, Ricky Brabec ou Pablo Quintanilla, ou mesmo a Husqvarna montada por Skyler Howes ou o Sherco de Lorenzo Santolino.
Na categoria auto, será também mais um grande teste para os Audi conduzidos por Stéphane Peterhansel, Carlos Sainz e Mattias Ekström, todos determinados em vencer, retirando a coroa a Nasser Al-Attiyah, o líder da equipa Toyota que é acompanhado por Yazeed Al-Rajhi e Giniel De Villiers, enquanto os BRX Hunter da Prodrive, conduzidos por Sébastien Loeb, Guerlain Chicherit e Orly Terranova também parecem estar equipados para levar a luta até ao topo da classificação geral.
A luta entre os pesos pesados da disciplina será ainda mais crucial, dado que dá início à segunda temporada do Mundial de Rally-Raid, que em 2022 teve um cativante duelo entre Al-Attiyah e Loeb e a uma demonstração de Sam Sunderland nas duas rodas. Nas outras categorias, haverá também muita luta para os triunfos em 2023. Nos Camiões, sem a armada russa da Kamaz, que fica em casa, a corrida fica muito mais aberta do que habitualmente, o que já sucede normalmente nos quad, SSV T3 ou SSV T4. Para o primeiro acto, a cortina levanta-se no ‘Sea Camp’ a 31 de dezembro.

Os 17 portugueses em prova – CLIQUE AQUI

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