O melhores momentos do CPTT 2023

Por a 14 Dezembro 2023 12:20

O Campeonato de Portugal de Todo o Terreno voltou a confirmar o que dele se sabe há já alguns anos: tem um parque automóvel absolutamente fantástico no contexto do que é o desporto automóvel internacional.

Apesar de Portugal ser um País pequeno, em que boa parte da sociedade vive com dificuldades, algumas ou muitas, o CPTT é dos melhores da Europa em termos de parque automóvel, quiçá do mundo, o que só por si é um ‘case study’.

Já sabemos que temos os melhores adeptos, grandes organizações e fantásticas provas, umas mais do que outras, mas eventos como Portalegre são sinónimo de festa, ano após ano, há décadas. E o ano de 2023 não foi exceção em termos de qualidade dos espetáculos.

Tivemos três vencedores diferentes em sete provas, novo campeão, seis campeões dos últimos anos no plantel, embora nem todos a tempo inteiro, ou todos com carros ‘vencedores’. Só T1+ venceram provas, mas não sem que os T3 (SSV) tenham dado imensa luta em todas as provas.

Por isso, vamos recordar os melhores momentos do ano, que não têm forçosamente que ser as provas, mas simplesmente ‘acontecimentos’.

A primeira das boas notícias, a vinda dos ‘plus’. Voltamos a ter um parque automóvel com máquinas de topo, mas este ano já com as T1+, veículos que nasceram no Dakar 2022

Foi nos Montes Alentejanos o primeiro duelo pelo triunfo entre uma das novas T1+ e outra Toyota Hilux ‘convencional’. João Ramos venceu com a Toyota Hilux T1+ de Benediktas Vanagas, enquanto Tiago Reis com uma Hilux ‘antiga’ alugada, deu luta. 40% do top 10 ficou para os T3.

Grande estreia de Armindo Araújo e Luís Ramalho (BRP-Can Am Maverick X3) no TT. Já tinham corrido em Portalegre, mas nesta prova era a ‘contar’ e terminaram em terceiro da geral.

Já não competia desde 2019, depois do seu acidente no Rali de Lisboa, mas Rui Sousa voltou ao lado de Carlos Silva na Isuzu D-Max e venceram o T2.

A Baja TT Dehesa Extremadura ficou marcada por uma das maiores embrulhadas vistas no TT, já que a cronometragem falhou, e os resultados finais só surgiram dias antes da Baja TT Norte de Portugal.

A única coisa certa era que Tiago Reis tinha vencido na (sua) estreia com a Toyota Hilux T1+-

No T8, depois de Nuno Tordo ter triunfado em Beja, na primeira prova do ano, desta feita foi a vez de Nuno Matos/Ricardo Claro (Opel Mokka Proto) vencerem no T8. Estavam os dados lançados para luta até ao fim no T8.

A Baja TT Dehesa Extremadura ficou marcada por muitas “pequenas coisas”, que todas juntas deixaram claro que apesar de, por vezes, existirem erros nas organizações portuguesas, estas não estão alguns patamares acima…. estão muito mais do que isso!

A prova foi muito diferente do que a comitiva portuguesa está habituada, mas de uma forma ou doutra já estavam todos de sobreaviso, já que em Espanha não há, por exemplo, o hábito de se fazerem tantas marcações no terreno como em Portugal e por isso muito gente estranhou esse facto, embora já soubessem com o que contavam.

Os resultados só foram tornados oficiais pouco antes da Baja TT Norte de Portugal, evento em que Tiago Reis/Valter Cardoso (Toyota Hilux) venceram, repetindo o triunfo já alcançado na Baja Extremadura, e com isso destacaram-se na liderança do campeonato.

Nos T3, João Dias/João Miranda (BRP-CanAm Maverick X3) voltavam a vencer, depois do terceiro posto de Beja e o segundo (na prática 1º) de Badajoz.

Nuno Matos/Ricardo Claro (Opel Mokka Proto) venceram o T8, depois do triunfo de Badajoz.

Na Baja de Loulé, Tiago Reis/Valter Cardoso (Toyota Hilux T1+) voltaram a vencer, dando sequência ao seu excelente ano: deixaram João Ramos/Pedro Ré (Toyota Hilux T1+) a quase oito minutos, uma margem que não é habitual a este nível.

Armindo Araújo/Luís Ramalho foram terceiros da geral e voltaram a vencer no T3, reequiilibrando o campeonato.

Quem estava de regresso eram João Ferreira/Filipe Palmeiro (Mini JCW Plus T1+) que tiveram problemas e cederam quase uma hora, caindo muito na classificação.

Depois de um longo hiato, no fim de setembro a Baja TT Sharish Reguengos/Mourão/Redondo, com João Ferreira/Filipe Palmeiro (Mini John Cooper Works Rally Plus T1+) a vencerem, terminando a prova com mais de um minuto de avanço para Tiago Reis/Valter Cardoso (Toyota Hilux T1+) com João Ramos/Jorge Carvalho (Toyota Hilux T1+) no pódio.

Destaque para os regressos de Alejandro Martins/José Marques (Mini John Cooper Works Rally), que terminaram em quinto e Miguel Barbosa/Tomás Neves (Toyota Hilux T1+) sexto, cuja penalização de oito minutos por diversas infrações no sábado o fez cair muito na classificação face ao que fizeram na estrada.

Neste contexto, a Baja do Oeste de Portugal podia decidir campeão no CPTT, e assim foi: a dupla Tiago Reis/Valter Cardoso (Toyota Hilux T1+) venceu a Baja Oeste de Portugal, e com isso o piloto assegurou o título nacional de Todo-o-Terreno, tornando-se tricampeão.

Ricardo Sousa/Jorge Brandão (Brp – Can Am Maverick X3) terminaram a Baja no terceiro posto da classificação, sendo os melhores entre os T3, mas Armindo Araújo/Luís Ramalho (BRP Can Am Maverick X3) somavam pontos totais pois os vencedores do T3 não roubavam pontos, visto ser a sua primeira prova.

Grande prova de Nuno Matos/Ricardo Claro, de regresso ao ‘velhinho’ Opel Mokka Proto enquanto o novo VW Amarok Proto esperava novas peças. Venceram o T8 depois duma magnífica luta com Johann Senders/Kala Senders (Toyota Hilux).

No fim de festa da Baja Portalegre 500, João Ferreira/Filipe Palmeiro (Mini JCW Rally Plus) venceram batendo a dupla Yazeed Al Rajhi/Timo Gottschalk (Toyota Hilux T1+) e Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (BRX Prodrive Hunter), pilotos do Mundial de Todo o Terreno.

João Dias/João Miranda (Can Am Maverick X3) fechou o pódio da classificação geral, além de terem vencido entre os T3, batendo Armindo Araújo/Luis Ramalho (Can Am Maverick X3), mas em relação ao título naciona dos T3 havia confusão, sendo necessária confirmação posterior da FPAK.

Antes da prova João Ramos e Jorge Carvalho tiveram um acidente nos testes para a Baja Portalegre 500 e a Toyota Hilux T1+ ficou sem possibilidades de ser recuperada a tempo das verificações técnicas da prova pelo que a dupla primou pela ausência. O Campeão Tiago Reis terminou ano com um abandono, um problema elétrico, no decorrer do primeiro Setor Seletivo de sábado e que deixou a Toyota Hilux parada na estrada

Se em termos absolutos nada havia para decidir, as categorias T2, T3 e T8 decidiram-se em Portalegre, na derradeira ronda do CPTT. Na classe T2, Luís Caetano e André Couceiro dominaram a prova e conseguiram levar a melhor na luta pelo título nesta classe, enquanto em T8, Nuno Matos e Ricardo Claro, a correr em casa, lograram também a conquista do título nacional.

Quanto ao T3, depois da confirmação da FPAK, Armindo Araújo e Luís Ramalho puderam festejar como os novos Campeões de Todo-o-Terreno, Grupo T3

Para Armindo Araújo e Luís Ramalho, um ano que começou de forma terrível, com o acidente do Rali Serras de Fafe, terminou com a vitória na Taça de Portugal de Ralis e com o título de T3 em anos de estreia no Todo-o-Terreno. Rui Farinha e Rui Pita foram Campeões Nacionais TT na categoria T4.

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