Baja Montes Alentejanos: João Ferreira termina dia na liderança
Depois de João Ferreira ter liderado o prólogo de ontem, o piloto de Leiria manteve o andamento e voltou a ser o mais rápido, desta vez no SS1 da prova, durante esta tarde de sábado. Com 120,46km de distância a percorrer, Ferreira conseguiu afastar-se da concorrência e ganhar uma boa margem para Ricardo Porém e Tiago Reis, que completaram o top 3 da geral.
Ao cabo de 25,54 Km João Ferreira, na Toyota Hilux IMT Evo T1+ liderava com 24 segundos de avanço para João Ramos (Toyota Hilux T1+), com Ricardo Porém (Kaizen S1) em terceiro na frente do T3, mas a 44 segundos da frente. João Monteiro (Can-Am Maverick R) era quarto e liderava o T4 ‘colado’ a Porém.
Seguiam-se Tiago Reis (MMP Can Am T3) João Dias (Polaris RZR Pro R T4), Luís Cidade (Can-Am Maverick R T4), Edgar Reis (MMP Can Am T3) e Daniel Silva (MMP Can Am T3).
No km 50,77 Ferreira mantinha-se na frente das operações, mas já sem a pressão de Ramos que viu o motor da sua Hilux ceder ainda cedo no troço, passando Porém ao segundo posto da geral, com Tiago Reis em terceiro, José Rogeira (Ford Ranger) em quarto e João Monteiro (Can-Am Maverick R) em quinto. O top 3 manteve-se inalterado ao km 75,53 com João Monteiro a subir ao quarto posto, e João Dias a regressar ao top 5, que não sofreu alterações à passagem do km100.
No final do SS1, João Ferreira encerrou este sábado com o melhor tempo (1h37min517seg), seguido de Ricardo Porém, que demorou mais 3min16seg e Tiago Reis (+4min08seg). João Dias ficou com o quarto tempo da geral (+4min13seg) seguido de João Monteiro (+4min14seg) e Luís Cidade (+4min42seg). Mário Franco (Can-Am Maverick X3), Miguel Barbosa (Polaris RZR PRO R), Daniel Silva e José Rogeira completaram o top 10 à geral.
Nas classes, Ferreira foi o mais forte nos T1+, à frente de Alejandro Martins. Nos T3, Porém lidera, à frente de Tiago Reis e Mário Franco (Can-Am Maverick X3). Nos T4, João Dias termina o dia na frente, seguido de João Monteiro e Luís Cidade.
Declarações no final do dia
Para João Ferreira, foi um dia tranquilo, como revelou ao AutoSport:
“Setor bom, tranquilo, com muitas paragens. Foi um SS muito rápido com muito prazer de condução, e muita gente a assistir. O carro tá inteiro, portanto, isso é que é importante. Optámos por um ritmo cauteloso e seguro, apertamos quando já estávamos a ter que apertar, mas estou contente, a vantagem é bastante boa. Estou mais contente com o meu amigo Ricardo Porém do que comigo, sinceramente”.
Ricardo Porém também fez uma avaliação positiva do SS1:
“Foi um bom setor. Fomos tentando perceber qual é o melhor ritmo. Nunca atacamos em demasia, fomos sempre tranquilos. Em certas zonas as coisas fluíam mais fáceis, outras com alguma mais dificuldade para encontrar o ritmo certo. Parece que fizemos um bom tempo. Estamos atrás do João Ferreira e a ele não consigo chegar. Espero que ele não tenha nenhum azar e se amanhã ao final do dia estivermos assim, fico mesmo muito satisfeito”.
Luís Cidade lamentou o furo que o fez perder algum tempo, mas, ainda assim mostrou-se satisfeito com o tinha feito:
“Acho que não nos correu muito mal. A faltar ali uns 50 km furamos ali um pneu de trás, do lado direito. E pronto, fomos tentámos ir o mais rápido possível para ver se não parávamos para mudar o pneu e não perdermos muito tempo. Acho que não foi muito mal”.
João Monteiro admitiu que estava ainda a encontrar referências numa prova que dá desafios bem diferentes das dunas do Dakar:
“Bem, antes de mais é uma diferença gigante. Saltar do deserto aqui para as planícies de Beja é totalmente diferente. Mas correu bem, carrinho perfeito, a equipa fez um trabalho incrível. O ritmo tá lá, amanhã vamos ver. Não arriscamos e também era importante ambientar a este nível de exigência, mas contentes com o resultado, como é óbvio”.
Mário Franco disse que pretende fazer a temporada toda apesar de ter uma sobreposição na Baja Norte:
“Divertimo-nos ao máximo, o que é o mais importante para mim. O objetivo passa por ser muito regular, fazer o campeonato todo e conseguir os melhores resultados. Não sei se vou fazer a próxima corrida, neste caso, porque tenho um objetivo desportivo pessoal em Marrocos e possivelmente não irei fazer a Baja do Norte, ainda estamos a ver como é que vamos fazer”.
Miguel Barbosa ainda não está 100% confortável na sua máquina, num trabalho gradual que vai ser desenvolvido a partir de agora:
“Correu bem, ainda a aprender o carro, a extrair o potencial. Há algumas coisas a pôr mais a meu gosto, eu não venho muito confiante com o setup. É trabalho que temos que fazer. Sabíamos que esta Baja podia ser difícil para nós. Perdemos tempo com algumas coisas, muitas zonas de velocidade controlada. Muita coisa que não conseguimos gerir isso da melhor forma e acho que perdemos um bocado. Mas não estou preocupado”.
Amanhã, as equipas terão pela frente mais de 240km contra o relógio no derradeiro dia da prova.
Foto: facebook Baja Montes Alentejanos
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