Africa Race: Elisabete Jacinto mais perto de vencer

Por a 9 Janeiro 2019 19:54

Elisabete Jacinto alcançou hoje a segunda posição dos camiões, ao final da oitava etapa do Africa Eco Race 2019, resultado que lhe permite manter-se no comando da sua categoria. A equipa Bio-Ritmo cumpriu a jornada, que contou com 445,12 quilómetros cronometrados realizados ente Chami e Azougi, em 6h29m26s terminando atrás do belga Noel Essers, o vencedor da especial entre os T4, que gastou menos 11 minutos que os portugueses a completar o trajeto. No que diz respeito à classificação conjunta, a formação lusa foi a 9ª mais rápida a completar o percurso.

Elisabete Jacinto, José Marques e Marco Cochinho imprimiram um andamento eficaz durante todo este setor seletivo, que foi cumprido inteiramente em pistas de areia e dunas, e mantiveram-se sempre na linha da frente da classificação entre os camiões. O trio segue para a nona etapa no 1º lugar da categoria camião com uma vantagem de 2 horas para Noel Essers, que é o segundo classificado da classe, e permanece na 6ª posição da classificação conjunta.

Para Elisabete Jacinto esta especial foi particularmente dura e cansativa: “foi um dia difícil. Foi uma daquelas etapas demolidoras e esgotantes. Fizemos os primeiros 100 quilómetros sempre na areia mole e havia muita erva e por isso tínhamos que andar devagarinho para conseguir passar.
Também foi uma especial complicada em termos de navegação. Mas, conseguimos terminar bem porque agora posso baixar a pressão dos pneus e a potência do motor permite-me avançar com uma maior facilidade.
Este tipo de etapa é arrasador e recordo que noutras alturas ficávamos enterrados e era deveras cansativo. Mas, desta vez não parámos e não tivemos que cavar vez nenhuma o que nos deixa muito satisfeitos. Foi, sem dúvida, mais uma boa jornada.
Mas foi  uma especial dura! Vários cordões de dunas de areia muito mole, muitos quilómetros de areia com ervas verdadeiramente difíceis de conduzir e massacrantes para nós e para o MAN.
Diga-se a verdade que tivemos muita sorte com a anulação da maratona. O Marco e o Hélder passaram horas a soldar o suporte dos pneus suplentes. Se não tivesse sido assim, hoje ter-se-ia partido completamente e teríamos acabado com os pneus ao colo.A areia estava tão mole que o TGS teve muita dificuldade em progredir. Conseguimos passar bem porque agora posso baixar a pressão e a potência do motor permite-me avançar com alguma facilidade. Lamento todas as horas que passei a cavar nestas dunas em anos anteriores só por não ter as condições adequadas.
A navegação foi difícil e como viemos à frente tivemos de ser nós a procurar caminho e os camiões que vieram atrás beneficiaram com isso”, contou Elisabete Jacinto na chegada ao acampamento.

Nos autos, e depois do acidente que tirou a liderança a Dominique Laure, Yves Fromont (Tarek) venceu a etapa na frente de Philippe Gosselini (Optimus MD), com Jean Pierre Strugo em terceiro. Na geral, o francês do buggy #203 tem 1h24m54s de avanço para o vencedor da tirada que hoje subiu a segundo, depois de ganahr duas posições na geral.

Nas motos, Alessando Botturi (Yamaha) lidera agora com 7m15 de avanço para Pal Anders Ullevalsetter (KTM), que ora ganha um ou dois minutos ao seu advesário, ora perde na tirada seguinte, num jogo do gato e do rato. Certo que, a continuar assim a luta vai ser até ao último metro.

Esta oitava jornada deveria ter sido a segunda parte de uma etapa maratona que acabou por ser inviabilizada, por decisão do diretor de prova, devido aos atrasos sofridos na entrada na Mauritânia.

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