O Campeonato do Mundo de Ralis na categoria WRC2 alcançou o ponto intermédio da temporada de 2026 imerso num cenário de enorme equilíbrio técnico e indefinição estratégica. Cumpridas as primeiras sete jornadas do calendário da FIA, a competição produziu seis vencedores distintos, deixando os quatro primeiros classificados da tabela geral separados por escassos quatro pontos.
A complexidade da segunda categoria do WRC reside na liberdade de escolha dos pilotos, que apenas podem nomear um máximo de sete ralis para pontuar, contabilizando os seis melhores resultados para as contas finais. Nikolay Gryazin lidera atualmente o mundial com 56 pontos, secundado por um trio empatado com 52 pontos: Yohan Rossel, Roope Korhonen e Léo Rossel. Alejandro Cachón surge no quinto posto com 46 pontos, seguido de perto por Teemu Suninen, com 42.
Lancia brilha no asfalto e Toyota responde na terra e na neve
A temporada arrancou com contornos dramáticos no Rali de Monte-Carlo, onde o francês Léo Rossel conquistou a sua primeira vitória na categoria ao volante de um Citroën C3 Rally2, mantendo-se longe dos erros num terreno fustigado pelo gelo e pela lama.
A resposta da concorrência materializou-se no Rali da Suécia, prova em que o finlandês Roope Korhonen impôs o seu Toyota GR Yaris Rally2 no gelo de Umeå. Pouco depois, no duro Rali Safari, no Quénia, o estoniano Robert Virves surpreendeu ao garantir um triunfo assertivo na sua estreia no evento.
A partir da primavera europeia, a Lancia assumiu o protagonismo no asfalto com o modelo Ypsilon Rally2 HF Integrale.
Yohan Rossel dominou as estradas da Croácia e das Ilhas Canárias, somando duas vitórias consecutivas que colocaram a marca italiana no centro da discussão. Todavia, a transição para a terra do Rali de Portugal causou nova reviravolta: Yohan Rossel abandonou após um acidente e Alejandro Cachón viu-se forçado a desistir devido a uma falha no alternador quando liderava. A vitória em solo português sorriu ao experiente Teemu Suninen, tornando-se o sexto vencedor diferente da época.
Nikolay Gryazin assume o comando após triunfo no Japão
A liderança do campeonato voltou a mudar de mãos no exigente Rali do Japão. Nikolay Gryazin e Alejandro Cachón protagonizaram um duelo intenso nas estradas estreitas e técnicas em redor de Toyota City, separados por apenas 5,7 segundos à entrada da etapa final.
A decisão pendeu para o piloto da Lancia depois de Cachón sofrer um pião na decisiva Power Stage, permitindo a Gryazin selar o triunfo por 15,5 segundos e ascender ao topo do mundial.
Apesar de liderar, o piloto reconhece a margem estreita sobre os perseguidores diretos. O equilíbrio verificado entre os construtores — com a Lancia na frente das equipas, ladeada pelas fortes estruturas da Toyota, Škoda e Citroën — antevê uma segunda metade de época altamente tática.
A dureza da gravilha no Rali Acrópole, na Grécia, abrirá o próximo ciclo competitivo, seguindo-se as pistas velozes da Estónia e da Finlândia, antes das decisivas etapas extra-europeias no Paraguai e no Chile










