Oliver Solberg afirmou que parte para o Rali da Finlândia “mais em paz consigo próprio” após recuperar em tempo útil de um período mentalmente difícil, culminado com um pódio muito necessário no Rali da Estónia. O piloto da Toyota Gazoo Racing, que foi segundo na prova estónia atrás do colega de equipa Sami Pajari, terminou o fim de semana com 27 pontos e reforçou a luta no campeonato antes da ronda finlandesa, agendada para 30 de julho a 2 de agosto, em Jyväskylä.
A mudança de estado de espírito surge depois do abandono no Rali da Grécia, que Solberg descreveu como “o mais duro” do ponto de vista mental. Em Estónia, o sueco de 24 anos admitiu que não se sentia preparado para arriscar ao máximo em permanência e preferiu privilegiar um andamento limpo, ainda que sem perseguir a vitória até ao seu limite.
A resposta depois da Grécia
Solberg reconheceu que o fim de semana báltico foi exigente, precisamente porque sabia que podia fazer mais, mas nem sempre se sentia confortável para o demonstrar. “Depois da Grécia, foi o rali mais duro mentalmente”, explicou. “Neste também foi difícil, porque queremos mais e sabemos que podemos fazer mais, mas tive de me controlar.”
O sueco acrescentou que a oposição interna da Toyota lhe trouxe uma referência particularmente elevada, já que Pajari teve um ritmo forte e acabou por vencer de forma dominadora. Ainda assim, Solberg valorizou o ponto mais importante da operação: terminar sem erros graves e sair de Estónia com uma base competitiva sólida.
Equilíbrio entre risco e campeonato
Na sua leitura, o episódio da Grécia obrigou-o a repensar a abordagem. Solberg sublinhou que sabe “ganhar ralis” e lutar “ao mais alto nível”, mas reconheceu que o verdadeiro desafio, numa época de campeonato, passa por encontrar o equilíbrio entre atacar e gerir o risco. Essa conclusão dá-lhe agora maior tranquilidade competitiva antes da passagem para a Finlândia: “Estou pelo menos muito mais em paz comigo próprio e com tudo”, afirmou, destacando também o trabalho feito com o carro para encontrar um comportamento mais confortável.
Finlândia com nova energia
O piloto vê ainda vantagem no formato da próxima prova, sublinhando que o Rali da Finlândia inclui troços novos e menos conhecidos, o que pode reduzir a vantagem dos adversários locais. “É bom voltar com uma boa sensação”, disse Solberg, que chega a Jyväskylä com impulso psicológico renovado e com a moral recomposta após um período de tensão.
Num campeonato em que a consistência vale tanto como a velocidade pura, o pódio na Estónia pode ter significado mais do que uma classificação: foi, acima de tudo, um ponto de viragem emocional.








