MOMENTOS DO ANO: O caso Horner

Christian Horner, diretor da Red Bull Racing F1, teve um início de ano conturbado, com acusações de comportamento impróprio em relação a uma colega, após uma investigação independente conduzida pela Red Bull.
As alegações, inicialmente divulgadas em fevereiro, geraram intensa especulação na imprensa, com o comportamento do responsável da equipa a ser questionando, o que abalou a estrutura diretiva da equipa, com jogos de poder internos, a envolver também Helmut Marko.
A disputa de poder dentro da divisão de Fórmula 1 da Red Bull após a morte de Dietrich Mateschitz em 2022 poderá ter sido o catalisador desta situação. A ausência de Mateschitz criou um vazio de liderança que resultou numa luta entre duas fações principais:
Fação Austríaca – Liderada por Oliver Mintzlaff (CEO de Projetos Corporativos e Investimentos), Mike Mateschitz (filho de Dietrich), Helmut Marko e os Verstappens.
Fação Tailandesa – Liderada por Chalerm Yoovidhya, filho do cofundador da Red Bull, que detém 51% da empresa, e apoiada por Christian Horner.
Horner, alinhado com os tailandeses, foi crucial para impedir uma parceria com a Porsche, temendo perda de agilidade e redução da sua própria influência. Entretanto, a sua concentração de poder como CEO da Red Bull Racing, Red Bull Advanced Technologies e Red Bull Powertrains era vista pela fação austríaca como excessiva.
A fação austríaca utilizou o “caso Horner” para tentar descredibilizá-lo, expondo o episódio ao público e buscando torná-lo um ativo tóxico. Sob a liderança de Mateschitz, um caso assim seria resolvido discretamente, mas a atual divisão interna expôs fragilidades.
Horner sempre negou veementemente qualquer irregularidade e após investigação interna, a queixa foi rejeitada, e Horner ilibado. A investigação, descrita como justa, rigorosa e imparcial, permaneceu confidencial para proteger as partes envolvidas. No comunicado, a Red Bull reafirmou o compromisso com os mais altos padrões no local de trabalho.
Horner, chefe da equipa desde 2005 e responsável por liderar a Red Bull a sete campeonatos de pilotos e seis de construtores, manteve o cargo, mas, coincidência ou não, a partir deste caso, assistiu-se à saída de nomes importantes da equipa para outras estruturas.
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