24h Daytona: A noite mais longa do ano
É já amanhã que teremos a primeira grande prova de resistência do ano. A jornada de abertura do IMSA Championship é a mais importante do ano, com pilotos portugueses em busca do relógio mais cobiçado do motorsport.
As 24 Horas de Daytona estabeleceram-se como uma das provas de resistência mais prestigiadas do calendário mundial do automobilismo, rivalizando apenas com as 24 Horas de Le Mans em termos de estatuto e importância histórica. A prova, que hoje decorre no Daytona International Speedway, representa a abertura da temporada do IMSA WeatherTech SportsCar Championship e constitui parte fundamental da “Tríple Crown” das corridas de resistência.
The ROAR is over.. which can only mean 1 thing.
IT'S ROLEX 24 AT DAYTONA RACE WEEK! ⌚️🏆 pic.twitter.com/DNeJX3K4la
— IMSA (@IMSA) January 19, 2026
A génese da prova remonta a 1959, pouco depois da inauguração do Daytona International Speedway, quando se realizou uma corrida de seis horas. A vitória coube a Antonio Von Dory e Roberto Mieres, num Porsche, numa prova encurtada devido à falta de luz natural. Embora não faça parte da linhagem oficial das 24 Horas, este evento lançou as bases para o futuro da competição.
Em 1962, surgiu a Daytona Continental, uma corrida de três horas integrada no campeonato internacional de GT da FIA. Dan Gurney venceu ao volante de um Lotus 19, protagonizando um episódio histórico ao cruzar a linha de meta sem potência própria, o que viria a originar uma regra internacional que passou a exigir que os carros terminassem as corridas em movimento.
A prova cresceu em 1964 para uma distância de 2.000 quilómetros, aproximando-se das grandes corridas europeias de resistência. Dois anos mais tarde, em 1966, adotou definitivamente o formato de 24 horas, à semelhança de Le Mans. A primeira vitória nesse formato foi conquistada por Ken Miles e Lloyd Ruby, num Ford Mk II.
O ano de 1967 ficou marcado por um dos duelos mais icónicos da história do automobilismo: Ferrari contra Ford. Após o domínio da marca americana em 1966, a Ferrari respondeu com uma prestação esmagadora em Daytona, ocupando os três primeiros lugares. Chris Amon e Lorenzo Bandini venceram num Ferrari 330 P4, numa chegada simbólica com três carros lado a lado, conhecida como “A Vingança de Enzo”.
A partir de 1968, a Porsche iniciou um longo período de domínio, tornando-se a marca mais vitoriosa da história da prova, com 20 triunfos absolutos no total.
A Successful 2026 ROAR Before The Rolex 24 At DAYTONA! 😌@Rolex24Hours | @DAYTONA pic.twitter.com/ZeMdkfl96M
— IMSA (@IMSA) January 18, 2026
A Era Grand-Am e os Daytona Prototypes
Após várias alterações na liderança da IMSA, foi decidido que o evento de Daytona passaria a integrar a série Grand-Am, que se distinguia da American Le Mans Series (ALMS) por seguir uma filosofia mais próxima da NASCAR. Enquanto a ALMS adotava regulamentos idênticos aos de Le Mans, a Grand-Am privilegiava soluções técnicas mais simples, com foco no controlo de custos e na proximidade competitiva.
Em 2003, a Grand American Road Racing Association (GARRA) anunciou o fim das classes de protótipos de cockpit aberto SRP-I e SRP-II. Estes carros, derivados dos Le Mans Prototypes, eram rápidos e tecnologicamente avançados, mas considerados demasiado perigosos para o traçado de Daytona, sobretudo devido às paredes de betão do oval.
Para responder a essas preocupações, foram introduzidos os Daytona Prototypes. Estes novos carros utilizavam chassis tubulares de cockpit fechado, mais baratos e robustos, com tecnologia padronizada e sem desenvolvimento permitido durante a época. Os motores tinham de ser baseados em unidades de produção, fornecidas por fabricantes aprovados.
Seis Daytona Prototypes estrearam-se nas 24 Horas de Daytona de 2003, representando marcas como Chevrolet, Toyota, Porsche, BMW e Ford. Em 2004, com a eliminação definitiva dos antigos protótipos SRP, o número de inscritos subiu para 17.
Os regulamentos impediam os grandes construtores de operarem equipas oficiais, reforçando a filosofia de contenção de custos. O modelo revelou-se eficaz, garantindo estabilidade ao campeonato e corridas mais disputadas, especialmente no contexto norte-americano.
O Retorno aos Protótipos Internacionais
Em 2014, a IMSA fundiu-se com a Grand-Am, criando o IMSA SportsCar Championship. Os Daytona Prototypes competiram até 2016, sendo progressivamente eliminados e substituídos pela classe Daytona Prototype International (DPi) em 2017, que se baseava em chassis LMP2 com motores específicos dos fabricantes.
A partir de 2023, o IMSA adoptou plenamente os regulamentos LMDh (Le Mans Daytona hybrid), alinhando-se com o Mundial de Resistência (WEC) e criando a classe GTP (Grand Touring Prototype). Esta mudança permitiu que os mesmos carros competissem tanto na IMSA como no WEC, incluindo em Le Mans, representando uma verdadeira globalização da competição de protótipos.
Características da Prova
O Circuito: Banking e Desafio Técnico
O Daytona International Speedway é único no calendário do automobilismo de resistência. Ao contrário de Le Mans, que utiliza estradas públicas, Daytona é um circuito completamente fechado dentro da arena da speedway.
O traçado das 24 Horas utiliza a configuração Sports Car Course, que combina a maior parte do tri-oval da NASCAR com um circuito rodoviário infield. O circuito tem 3.56 milhas (5.73 km) de extensão, com 12 ou 13 curvas (dependendo da contagem), e inclui características únicas.
Ao contrário de Le Mans, a corrida realiza-se no inverno, quando as noites são mais longas. O circuito tem iluminação instalada desde 1998, embora a secção infield não seja tão bem iluminada quanto o oval principal. As luzes do estádio são ligadas apenas a um nível de 20%, similar à configuração de Le Mans, com iluminação mais forte ao redor da reta das boxes e iluminação decente semelhante a luzes de rua ao redor do circuito.
Why ROAR when you can SCREAM?#AstonMartin #ValkyrieHypercar #IMSA #Rolex24 pic.twitter.com/irgB76hVCG
— Aston Martin Racing (@AMR_Official) January 17, 2026
Formato da Corrida e Classes
As 24 Horas de Daytona distinguem-se por ter múltiplas classes de carros a competir simultaneamente na pista. Para a edição de 2026, quatro classes estão presentes:
Grand Touring Prototype (GTP) — A classe rainha com 11 entradas. Todos os carros utilizam o regulamento LMDh: chassis similar de fabricantes aprovados, tração traseira e sistema híbrido especificado. Os fabricantes têm controlo sobre o software, tipo de motor e carroçaria. Os carros produzem cerca de 500 kW (680 cv).
Le Mans Prototype 2 (LMP2) — 14 entradas para 2026. Cada entrada deve ter um piloto bronze (que qualifica sempre o carro) e no máximo um piloto platinum e um gold. Todos utilizam chassis ORECA 07 com motores Gibson.
Grand Touring Daytona Pro (GTD Pro) — 15 entradas. Carros GT construídos segundo regulamentos técnicos FIA GT3, com formações totalmente profissionais. Oferece oportunidade para equipas oficiais dos fabricantes.
Grand Touring Daytona (GTD) — 21 entradas. Também carros GT3, mas cada equipa deve ter um piloto amador das categorias silver ou bronze.
Embora todos os carros larguem simultaneamente, o pelotão é organizado por classe, com os GTP à frente e os GTD atrás. A qualificação para todas as classes acontece separadamente e a grelha é definida em conformidade. Apesar de estarem na pista ao mesmo tempo, apenas os carros da mesma classe competem entre si, embora exista um vencedor absoluto — geralmente um dos carros GTP.
Desde 2025, o GTD Pro e o GTD têm sessões de qualificação separadas, são divididos na grelha e são separados nos procedimentos de Safety Car, numa tentativa de melhorar as batalhas intra-classe e reduzir incidentes entre amadores e profissionais.
Cada equipa apresenta geralmente quatro a cinco pilotos, que se revezam durante as 24 horas e trocam durante as paragens nas boxes. O tempo mínimo que um piloto pode correr é de 4 horas e 30 minutos, e um piloto pode estar a conduzir por um máximo de 4 horas num período de 6 horas.
A corrida tem partida lançada (rolling start) desde 1971. Em 1970, a corrida ainda tinha partidas ao estilo Le Mans. O vencedor é a equipa que completar o maior número de voltas no limite de 24 horas. O recorde de mais voltas está em 833, estabelecido em 2021 pela Wayne Taylor Racing num Cadillac DPi.
.@FelipeNasr fastest in session 1 👀 pic.twitter.com/Sgp8h73MZr
— Michelin Racing USA (@MichelinRaceUSA) January 16, 2026
A Edição de 2026: A 64.ª Rolex 24 at Daytona
Calendário e Formato
| Evento | Eastern Time (ET) | Hora Portuguesa |
|---|---|---|
| Quinta-feira 22 janeiro | ||
| Treino Livre 1 | 10:05-11:35 | 15:05-16:35 |
| Qualificação | 14:10-15:25 | 19:10-20:25 |
| Treino Livre 2 | 18:15-19:45 | 23:15-00:45 (23 jan) |
| Sexta-feira 23 janeiro | ||
| Treino Livre 3 | 11:05-12:20 | 16:05-17:20 |
| Sábado 24 janeiro | ||
| 🏁 INÍCIO CORRIDA | 13:40 | 18:40 |
| Domingo 25 janeiro | ||
| 🏁 FIM CORRIDA | 13:40 | 18:40 |
Classe GTP: Batalha de Gigantes
Porsche Penske Motorsport — A equipa bicampeã absoluta da prova regressa com alterações na formação. O carro #7, vencedor em 2024 e 2025, mantém Felipe Nasr mas agora é acompanhado por Julien Andlauer e Laurin Heinrich. O #6 alinha com Matt Campbell, Kévin Estre e Laurens Vanthoor.
A Porsche procura a terceira vitória consecutiva, depois de ter vencido em 2024 com Nasr/Cameron/Campbell/Newgarden e em 2025 com Nasr/Tandy/Vanthoor. Nasr comentou após o ROAR: “Um foco estava nos pneus, já que a Michelin desenvolveu uma nova especificação para a temporada. O primeiro dia foi frio, o segundo significativamente mais quente, então conseguimos aprender muito em condições diferentes. Entramos na semana de corrida com o mesmo objetivo que nos anos anteriores: queremos vencer!”.
JDC-Miller MotorSports #85 — A equipa cliente Porsche surpreendeu no ROAR com o segundo tempo absoluto. Nico Pino, Kaylen Frederick e Tijmen van der Helm são a formação.
Cadillac Wayne Taylor Racing — Duas entradas com formações inalteradas. O #10 apresenta Filipe Albuquerque, Ricky Taylor e Will Stevens para a época completa. O #40 alinha com Jordan Taylor, Louis Delétraz e Colton Herta (piloto de testes e reserva Cadillac F1, que deixou a IndyCar no final de 2025 para se focar na transição para a F1).
Albuquerque, após o ROAR, afirmou: “Fizemos um bom trabalho. Chegámos mesmo a ser um dos mais rápidos numa das sessões. Mas isso, nesta altura, vale o que vale, porque nem todos estão a mostrar o que realmente têm para dar. No que nos diz respeito, fizemos tudo o que tínhamos planeado e estamos contentes com o desfecho destes três dias”.
Action Express Cadillac #31 — Jack Aitken, Earl Bamber, Frederik Vesti e Connor Zilisch. A presença de Zilisch, fenómeno de 19 anos da NASCAR, é um dos grandes atrativos. Zilisch venceu a classe LMP2 na sua estreia em Daytona em 2024 e agora sobe para GTP. Terminou em segundo no campeonato NASCAR Xfinity Series 2025 com 10 vitórias.
Aston Martin THOR Team #23 Valkyrie — A estreia do Valkyrie V12 em Daytona é um dos grandes momentos de 2026. É o único carro V12 inscrito e o único derivado de um hipercarro de estrada a competir tanto na IMSA como no WEC. Ross Gunn, Roman De Angelis, Alex Riberas e Marco Sørensen formam a equipa. O Valkyrie terminou a temporada 2025 com um segundo lugar em Petit Le Mans.
BMW M Team WRT — A equipa belga WRT estreia-se como fornecedora de serviços para o programa oficial BMW. O #24 apresenta Sheldon van der Linde, Dries Vanthoor, Robin Frijns e René Rast. O #25 alinha com Raffaele Marciello, Philipp Eng, Marco Wittmann e Kevin Magnussen (ex-Fórmula 1).
A WRT está a estabelecer uma nova operação americana sediada em Kannapolis, Carolina do Norte, com mais de 40 membros de equipa.
Acura Meyer Shank Racing — O #60 apresenta Tom Blomqvist, Colin Braun, Scott Dixon (hexacampeão IndyCar) e AJ Allmendinger (estrela NASCAR). O #93 alinha com Renger van der Zande (bicampeão das 24 Horas de Daytona), Nick Yelloly, Alex Palou (tetracampeão IndyCar) e Kakunoshin Ohta.
LMP2: Diversidade e Talento Emergente
A classe LMP2 apresenta 14 entradas, todas com chassis ORECA 07-Gibson. Inclui nomes sonantes como António Félix da Costa (#43 Inter Europol Competition), Logan Sargeant (#18 Era Motorsport), Enzo e Pietro Fittipaldi (#73 Pratt Miller Motorsports), Dane Cameron (#99 AO Racing), Oliver Jarvis (#04 TDS Racing), Paul Di Resta (#22 United Autosports), Sébastien Bourdais (#52 Rick Ware Racing), entre outros.
GTD Pro e GTD: Batalha GT3 de Alto Nível
GTD Pro — 15 entradas constituem o maior campo de sempre para a classe. Inclui dois Corvette Z06 GT3.R da Corvette Racing by Pratt Miller Motorsports (com Antonio García, Alexander Sims, Tommy Milner), Ferrari 296 GT3 da Risi Competizione (#62, vencedor da classe em 2024), dois Ford Mustang GT3 Evo da Ford Multimatic/RLL (#64 e #65, vencedor da classe em 2025), Lamborghini Huracán GT3 da Iron Lynx (#63), Lexus RC F GT3 da Vasser Sullivan (#14 com Kyle Kirkwood), Mercedes-AMG GT3 (#48 Winward Racing, #75 Iron Dames), Porsche 911 GT3 R (#77 AO Racing “Rexy”, #54 Manthey “Grello”).
GTD — 21 entradas com grande diversidade de marcas. Destaca-se o Wayne Taylor Racing com Lamborghini Huracán (#45), Winward Racing Mercedes-AMG (#57), Gradient Racing Ford Mustang (#66), e múltiplas entradas Porsche, Mercedes, Ferrari, BMW e Aston Martin.
Pilotos Portugueses em Destaque
Três pilotos portugueses marcam presença na edição de 2026, representando Portugal em diferentes classes e com objetivos distintos.

Filipe Albuquerque: Candidato ao Título na Classe GTP
Filipe Albuquerque, natural de Coimbra, é o representante português mais destacado em Daytona 2026, ao volante do Cadillac V-Series.R #10 da Wayne Taylor Racing na classe rainha GTP.
O piloto de 40 anos é candidato declarado à vitória nas 24 Horas de Daytona e no campeonato IMSA 2026. A Wayne Taylor Racing confirmou Albuquerque como piloto integral para a temporada completa do IMSA WeatherTech SportsCar Championship 2026, mantendo a parceria que já se revelou vencedora em edições anteriores.
Albuquerque partilha o cockpit do Cadillac #10 com Ricky Taylor e Will Stevens, uma formação de alto nível que já trabalhou junta anteriormente. O trio formou uma tripulação já bem oleada e com potencial tremendo. Depois das dificuldades sentidas em 2025, primeiro ano da equipa com o Cadillac V-Series.R, espera-se que 2026 traga mais performance, já com o joker de evolução aplicado no protótipo.

António Félix da Costa: Regressa à LMP2 com Sede de Vingança
António Félix da Costa, de 33 anos, natural de Cascais, está confirmado para a 64.ª edição das 24 Horas de Daytona ao volante do Oreca 07-Gibson #43 da Inter Europol Competition na classe LMP2.
O piloto integra a formação da equipa polaca Inter Europol Competition, que se prepara para uma campanha na classe LMP2 do IMSA. O #43 é conduzido pelo quarteto composto por Félix da Costa, Tom Dillmann, Jeremy Clarke e Bijoy Garg, mantendo a continuidade da equipa que já competiu junta em 2025.
Azar em 2025 e Desejo de Vingança:
A presença de Félix da Costa em Daytona 2026 marca o regresso do piloto português à prova após uma participação extremamente frustrante em 2025. Na edição anterior, o #43 da Inter Europol Competition, com Félix da Costa no cockpit, foi forçado a abandonar quando liderava a classe LMP2, devido a uma falha na caixa de velocidades do protótipo Oreca.
Apesar de uma fuga de óleo na caixa de velocidades ter surgido nas primeiras horas da corrida de 2025, a equipa conseguiu contornar o problema temporariamente com uma rápida intervenção nas boxes. No entanto, às 02h00, enquanto Tom Dillmann estava ao volante, o problema agravou-se, levando ao abandono definitivo. Foi um desfecho amargo para Félix da Costa, que demonstrou mais uma vez ser um dos pilotos mais talentosos no automobilismo de endurance, tendo tido a volta mais rápida da corrida até ao abandono.
Foco Dividido com a Fórmula E:
Sem pretensões de título no IMSA, até porque vai apenas participar nesta prova, Félix da Costa compete em Daytona enquanto lidera o Campeonato Mundial de Fórmula E. Após Daytona, regressa imediatamente ao Mundial de Fórmula E, com a 3.ª e 4.ª provas da temporada agendadas para 14 e 15 de fevereiro em Jidá , Arábia Saudita.

Manuel Espírito Santo: Estreia Promissora na LMP2
Manuel Espírito Santo, jovem piloto português de 22 anos, natural de Lisboa, estreia-se na mítica prova de resistência norte-americana pela Pratt Miller Motorsports na classe LMP2.
O protótipo #73 é conduzido por Manuel Espírito Santo, Chris Cumming (Canadá), Pietro Fittipaldi (Brasil) e Enzo Fittipaldi (Brasil), formando uma formação internacional de elevado calibre.
Percurso e Ascensão:
Manuel Espírito Santo é um dos mais promissores talentos do automobilismo português. A estreia em Daytona 2026 representa um passo significativo na sua carreira, que tem sido marcada por uma rápida ascensão através das categorias de protótipos.
Depois de ter começado a sua carreira nos monolugares, competindo no F4 Spanish Championship, Espírito Santo dedicou-se à resistência. Após sucesso nos LMP3, em 2025 fez a transição para a categoria LMP2, competindo no European Le Mans Series pela CLX Motorsport. A sua temporada incluiu um pódio de terceiro lugar nas 4 Horas de Le Castellet, demonstrando a sua adaptação rápida ao nível superior dos protótipos.
Daytona representa mais uma oportunidade de mostrar o seu talento num palco de relevo mundial, correndo ao lado dos irmãos Fittipaldi, pilotos com vasta experiência internacional e ligações à F1 (Pietro é piloto reserva da Haas F1).
O grande espetáculo prestes a começar
A corrida marca apenas o segundo ano da era LMDh completa, com convergência total entre IMSA e WEC, permitindo que os mesmos carros compitam tanto em Daytona como em Le Mans. Esta globalização trouxe uma idade de ouro para as corridas de carros desportivos, com múltiplos fabricantes globais comprometidos.
A lista de 60 carros representa uma das maiores e mais competitivas grelhas da história recente, com 12 fabricantes representados e mais de 200 pilotos. Para os três pilotos portugueses, a corrida representa oportunidades distintas: Filipe Albuquerque procura a sua quarta vitória e entrar na história da prova; António Félix da Costa quer vingar o azar de 2025 e provar novamente a sua velocidade impressionante; e Manuel Espírito Santo busca fazer uma estreia sólida que consolide a sua reputação como um dos talentos emergentes mais promissores da resistência europeia.
As 24 Horas de Daytona de 2026 prometem ser uma batalha épica entre alguns dos melhores pilotos e equipas do mundo, num circuito único que combina alta velocidade com desafio técnico, numa prova onde velocidade, fiabilidade, estratégia e execução impecável durante 24 horas determinam o vencedor.
Fotos: IMSA – Brandon Badraoui e Jake Galstad
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