WRC2: Toyota é novidade, numa competição ainda mais ‘aberta’ que em 2023

Por a 24 Janeiro 2024 08:55

Sete vencedores distintos em 2023, 22 pilotos a vencer classificativas, 14 pilotos diferentes passaram para liderança das diversas provas. Foi assim o WRC2 em 2023, e este ano mais do mesmo, e ainda… a Toyota. Tal como tem vindo a suceder o WRC2 tem tudo para ser uma boa competição, este ano com o ‘joker’ adicional que é a vinda da Toyota com o seu novo Yaris Rally2. Mais carros distintos, várias mudanças de equipa e uma competição que se espera entusiasmante.

Ao contrário dos Rally1 em que, na prática, são apenas três os pilotos que vão lutar pelo título, já no WRC2 essa questão deverá ser bastante mais ‘aberta’.

As alterações começaram logo em Yohan Rossel e Nikolay Gryazin que renovam a sua rivalidade no Rallye Monte-Carlo nos Alpes franceses esta semana mas com os dois a conduzirem agora carros idênticos para a mesma equipa no WRC2, o Citroën C3 Rally2.

Há doze meses, na abertura da temporada do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA, Rossel conquistou uma controversa vitória por meio segundo, quando Gryazin – ao volante de um Škoda Fabia RS Rally2 na altura – recebeu uma penalização de cinco segundos após o final do rali, por ter cortado demasiado uma curva.

Embora os dois estejam preparados para se defrontar mais uma vez na prova de Gap, a dinâmica mudou significativamente. Gryazin assinou com a equipa AEC – DG Sport Competition Citroën, o que significa que agora é companheiro de equipa de Rossel num Citroën C3 Rally2.

Também Nicolas Ciamin, oriundo de França, mudou de equipa. O jovem de 25 anos conduziu um Škoda à vitória na sua última participação no WRC2, no Rali da Europa Central, mas vai pilotar um Hyundai i20 N Rally2 na sua ronda “caseira” do campeonato deste ano.

Depois de ter corrido com a Skoda, Marco Bulacia mudou-se também para a Citroën, onde tem o apoio do experiente Daniel Elena, que muito o irá ajudar na forma de abordar as provas.

As coisas também mudaram na Skoda, que viu partir vários pilotos para outros carros. A saída de Andreas Mikkelsen para a equipa principal da Hyundai significa agora que é Oliver Solberg o seu principal ponta de lança, Pierre-Louis Loubet uma boa aquisição, pois vem com bom ritmo, Gus Greensmith lutou o ano passado pelo título até ao fim, pelo que a Skoda mantém-se como a favorita, basta olhar para a tabela do campeonato do ano passado, com o logo a Skoda a ocupar cerca de 70% da tabela. Chris Ingram corre também com a Skoda, com o detalhe de ser a portuguesa The Racing Factory a assisti-lo.

A Toyota é para já uma incógnita, embora se saiba que com a qualidade da equipa o carro terá nascido bem, mas tudo é novo ali até o motor de três cilindros ser uma novidade absoluta nos Rally2. Sabe-se que o carro é muito ágil, por ser mais pequeno, mas todas as restantes nuances só a partir de agora se vão começar a tirar e não vamos ter a certeza que o carro é ‘ganhador’ só com um prova, isso é certo. Sami Pajari é o piloto Toyota mais destacado. seja como for, pelos menos os primeiros meses serão de aprendizagem. O WRC2 está num nível alto e seria uma surpresa ver a Toyota chegar, ver e vencer facilmente. Mas pode acontecer, até pelo tipo de prova que é o Monte Carlo.

Jan Solans é outro piloto Toyota, Stéphane Lefebvre, outro bom piloto que estará aos comandos do Yaris Rally2, e claro, Bryan Bouffier. ex-vencedor do Rali de Monte Carlo, que nesta prova pode dar muito boa conta de si.

Depois há ainda a Hyundai e a M-Sport. A Hyundai terá Emil Lindholm a partir do Rali da Suécia, e depois da promoção de Gregoire Munster e Adrien Fourmaux a M-Sport recomeça a formação de pilotos, por exemplo com o vencedor do JWRC 2024, o irlandês Williams Creighton, que fará, pelo menos as quatro provas do prémio. O também irlandês Eamonn Boland é outro dos

pilotos a escolher o Ford Fiesta Rally2.

entre as mudanças regulamentares no WRC2, o facto dos pontos da Power Stage, 3,2,1, deixarem de contar, porque havia sérias disparidades na ordem de partida da PowerStage e isso era injusto para muitos. As equipas de Prioridade 2 podem utilizar os serviços das equipas de batedores nas provas do WRC disputadas inteiramente em asfalto e para definir a ordem de partida das equipas de Prioridade 2, são consideradas as posições no campeonato (no final da época anterior para o Rallye Monte-Carlo).

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Um comentário

  1. António Freitas

    24 Janeiro, 2024 at 11:12

    Estou com curiosidade em ver os Toyota wrc2! A ver se conseguem lutar com a Skoda! Já, já vamos ver! Bons ralis para todos, finalmente vai começar!
    Aquele Abraço!

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