WRC: Tommi Makinen quer ralis mais desafiantes

Por a 7 Fevereiro 2019 12:57

Pelos vistos, algumas das pessoas mais relevantes no WRC estão a ganhar consciência que os ralis precisam de se ligar melhor ao seu rico passado, o que significa dizer, ao mesmo tempo que os ralis atuais não têm a mesma capacidade de entusiasmar os adeptos como antigamente.
Sendo verdade que o que foi feito em termos de regras com os carros, desde o início de 2017 deixou toda a gente contente, a verdade é que tem havido críticas por parte de algumas pessoas importantes quanto às provas, e ao seu afastamento do que eram no passado. E o mais recente exemplo são as críticas de Tommi Makinen ao Rali de Monte Carlo.

Para Makinen, era importante que o Rali de Monte Carlo voltasse ao Mónaco, de onde anda arredado na maior parte do evento. Makinen disse ter ficado desapontado por não ter visto a Praça do Casino do Mónaco ser utilizada para a cerimónia de abertura da temporada: “No meu tempo ficávamos sempre baseados no Mónaco. A prova tinha sempre uma atmosfera fantástica, hoje em dia não temos nada disso. Começamos o rali no meio de França e acho que temos de partir e chegar ao Mónaco, este evento tem que ser novamente mais desafiante. Por que não partir do Mónaco e fazer seis troços em linha, divididas por uma assistência remota, e fazer o mesmo no dia seguinte?”

Makinen é do tempo em que os ralis eram uma festa em todo o lado. Hoje, salvo raras exceções, em que se encontra o Rali de Portugal, muitas provas perderam impacto e a culpa disso é muito também das regras. É engraçado que as equipas, querendo poupar dinheiro, pressionaram a FIA até se chegar ao que temos hoje, um parque de assistência central e troços o mais perto possível.

Claro que para a maioria das organizações isso coloca problemas muito complicados, pois se o WRC quer histórias e bons troços para ajudar à criação dessas histórias, não pode fazer três voltas, o mais curtas possível, à volta duma cidade. Ainda bem que em Portugal houve a coragem de levar o rali para Arganil, pois ter Fafe, Arganil e Marão já é aproximar muito mais a prova do seu rico passado.
Talvez um dia se perceba que os ralis serão melhores com maior diversidade, mesmo voltando todos os dias ao mesmo local de ‘dormida’.

Se na ilha da Córsega se conseguiam fazer nos anos 80, ralis com 1200 Km de troços cronometrados, em três dias, porque hoje em dia não se pode fazer, não dizemos, o mesmo, mas metade disso? Os carros que as marcas vendem são feitos para durar ou para fazer pequenos sprints? Mais diversidade no WRC não fazia mal a ninguém…

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pserraestrelahotmail-com
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Os ralis do wrc hoje em dia parecem-se com fast food. Umas voltinhas da treta. Onde estão os 5 minutos do Walter Rorhl ao Allen num único troço de Arganil?

christopher-shean
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christopher-shean

Isso porque o ROHRL era um “extra-terrestre”…

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E o rali RAC com a lama no Lake District e a neve na Escócia?

christopher-shean
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christopher-shean

Pois!

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Por este andar é avançar para um wrc de playstation. Resolvem o problema dos custos.

christopher-shean
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christopher-shean

As provas d’hoje do WRC nem do Rallye do Algarve inicio anos 80 (ERC) se aproximam! Não se pode ter “Sol na eira e chuva no nabal”…

Scb
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Scb

Mas impõe ralis mais curtos. E ainda falam em reduzir em 1 dia a competição (Ogier). Ha uns anos queriam maratonas. Enfim mudam constantemente com medidas avulsas sem um plano estratégico

Kankkunenfan
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Ogier não defende a retirada de quilometragem, mas sim mais quilómetros em menos tempo. Se for ver a sua entrevista antes da época, ele apoia o aumento da extensão dos ralis, não apoia é fazer-se num dia uma etapa apenas das 7h ás 14h como se viu em Monte Carlo. Ele até é um dos que perde com isso, pois mais quilometragem ajuda a gerir material e ver quem está melhor a nivel de concentração, pois fisicamente, já nada é exigente como há umas décadas atrás.

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