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WRC, Rali Monte Carlo: Neuville brilhou? A culpa foi do Sordo | AutoSport

WRC, Rali Monte Carlo: Neuville brilhou? A culpa foi do Sordo

Por a 23 Janeiro 2020 22:55

Se nos recordarmos que Thierry Neuville, o ano passado, perdeu este rali por 2.2s, este ano ao cabo de dois troços tem 19.1s de avanço, depois de ter deixado o segundo classificado na segunda especial do dia a 25.5s. Como se percebe, foi um trabalho fantástico por parte do belga, numa segunda especial mesmo muito difícil: “O carro está bem equilibrado, a escolha de pneus foi boa, sei que estas diferenças não acontecem muitas vezes, mas estava confiante, confortável com o carro. O troço era traiçoeiro, mais do que esperava, mas foquei-me em ler bem a estrada”, disse Neuville, que teve em Dani Sordo um excelente batedor, já que Bruno Thiry adoeceu de repente: “Esteve muito concentrado, fez um grande trabalho”, disse Neuville, que teve no espanhol uma super-ajuda, pois ninguém sabe melhor a informação a passar do que um piloto ‘atual’ do WRC com muita experiência do Rali de Monte Carlo.

Já Sébastien Ogier percebeu quando viu o tempo de Neuville, disse que… foi cauteloso demais: “O segundo troço foi um grande desafio. Tive muito cuidado, ainda estou a aprender o carro, não lhe conheço ainda os limites nestas condições e o Neuville fez um grande trabalho. Em troços assim sabemos que estas diferenças podem suceder, mas quando olhei para o tempo dele percebi que fui cauteloso demais. De qualquer forma, há um longo caminho pela frente nesta prova, amanhã é outro dia”, disse Ogier. Basicamente, como levavam os dois os mesmos pneus, a diferença fez-se na confiança que Neuville teve no carro, algo que Ogier ainda não pode ter. A este nível, isto faz uma grande diferença numa prova destas.

Quanto a Ott Tanak, passou-se algo semelhante. Ogier e Tanak mudaram de equipa, têm carros novos, muito para aprender sobre estes, e a este nível, Neuville saber bem o que conta, ao contrário dos seus adversários, está a fazer a diferença. E num troço destes, de que maneira: “Nunca foi a minha ideia arriscar na segunda especial. Não é fácil fazê-lo num carro novo, pois há coisas que não sei ainda. O feeling que tenho do carro ainda é muito básico. Tentei ser o mais rápido que pude, mas ele (Neuville) fez um grande trabalho”, disse.

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